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Quatro feriados em novembro? Proposta de Jorginho Mello gera debate

Entidades empresariais reagem e pressionam deputados contra novo feriado estadual

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Quatro feriados em novembro? Proposta de Jorginho Mello gera debate

Santa Catarina pode passar a ter quatro feriados em novembro caso a Assembleia Legislativa aprove o projeto encaminhado pelo governador Jorginho Mello (PL). A proposta institui o dia 25 de novembro — data dedicada a Santa Catarina de Alexandria, padroeira que dá nome ao Estado — como feriado estadual.

O texto chegou à Alesc no último dia 2 de fevereiro e, desde então, movimenta o setor produtivo. Se aprovado, o novo feriado se somará a outras datas já previstas no calendário do mês, o que, segundo lideranças empresariais, pode ampliar os impactos econômicos justamente em um período estratégico para o comércio e a indústria.

Ao defender a medida, o governo afirma que o projeto ultrapassa a dimensão religiosa. Segundo o Executivo, a iniciativa reconhece um marco histórico e cultural relevante para a identidade catarinense. Além disso, o governador sustenta que a proposta valoriza a história do Estado e fortalece o sentimento de pertencimento da população.

No entanto, o setor empresarial reagiu rapidamente. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), em conjunto com o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), intensificou a articulação institucional e encaminhou manifestações formais ao governador e aos deputados estaduais. As entidades alertam para possíveis prejuízos à competitividade, à produtividade e à geração de empregos, caso o novo feriado seja confirmado.

Empresários são contra

De acordo com a FACISC e o COFEM, a criação de mais uma paralisação oficial no calendário pode comprometer o desempenho de empresas de diversos portes, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo. Por isso, as entidades defendem que o Parlamento avalie com cautela os reflexos econômicos da proposta antes de deliberar sobre o tema.

Além disso, a AEMFLO e a CDL de São José também enviaram ofício aos parlamentares manifestando preocupação. A presidente das entidades, Cintia Pieri, argumenta que a discussão não envolve a importância histórica ou religiosa da data, mas sim os efeitos práticos sobre a atividade econômica, sobretudo em um mês que já concentra outras interrupções.

No documento encaminhado à Alesc, as entidades pedem a rejeição do projeto. Alternativamente, sugerem que, caso o feriado seja instituído, sua aplicação seja transferida para o domingo subsequente quando coincidir com dia útil, conforme previsão na legislação estadual.

Agora, caberá aos deputados estaduais decidir se novembro terá mais um dia de portas fechadas em Santa Catarina — ou se o calendário permanecerá como está.

Novembro já concentra três feriados nacionais

Antes mesmo da possível criação de um novo feriado estadual, novembro já impõe pausas no calendário produtivo. Logo no início do mês, o país celebra Finados, em 2 de novembro. Em seguida, no dia 15, comemora-se a Proclamação da República. Além disso, em 20 de novembro, o Brasil marca o Dia da Consciência Negra, data que se tornou feriado nacional nos últimos anos.

Assim, caso o projeto do governo estadual avance na Alesc e inclua o dia 25 de novembro como feriado em Santa Catarina, o mês poderá registrar quatro paralisações oficiais.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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