
Santa Catarina registrou, até quinta-feira (08), a prisão de 29 prefeitos no exercício do mandato entre 2021 e 2026, conforme levantamento baseado em investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina. As detenções atingiram diferentes regiões do estado e envolveram suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos, o que colocou o estado no topo do ranking nacional no período.
Operações avançam sobre prefeituras
As prisões ocorreram ao longo de grandes operações policiais. Em geral, as investigações miraram esquemas estruturados dentro das administrações municipais. Além disso, os inquéritos concentraram esforços em contratos de alto valor, especialmente nas áreas de coleta de lixo, transporte público, obras e prestação de serviços.
Nesse contexto, forças-tarefa reuniram promotores, delegados e auditores. Como resultado, prefeitos foram presos preventivamente, afastados do cargo ou denunciados à Justiça, conforme o avanço das apurações.
Cidades grandes e pequenas entram na lista
O levantamento inclui municípios de diferentes portes. Estão na relação cidades como Criciúma, Lages, Canoinhas, Balneário Barra do Sul, Ibirama, Capivari de Baixo, Urussanga, Schroeder, Bela Vista do Toldo e Pescaria Brava.
Em muitos casos, a Justiça determinou o afastamento imediato dos prefeitos. Em outros, os gestores passaram a responder em liberdade. Ainda assim, todos os episódios reforçam o alcance das investigações e a pressão sobre a gestão municipal.
Prefeitos de vários partidos são investigados
Os prefeitos presos pertencem a diferentes partidos. MDB, PP, PL e PSD concentram o maior número de casos. Ao mesmo tempo, União Brasil, Republicanos, PT, PSDB e Podemos também aparecem na lista.
Dessa forma, o cenário evidencia que as investigações não se limitam a uma sigla específica. Pelo contrário, atravessam legendas e regiões, o que amplia o debate sobre governança, fiscalização e transparência no poder público.
Repercussão política e institucional
A sequência de prisões provocou forte repercussão política em Santa Catarina. Por um lado, especialistas avaliam que o volume de operações reforça a atuação dos órgãos de controle. Por outro, o número elevado de casos expõe fragilidades nos mecanismos internos das prefeituras.
Enquanto isso, a sociedade acompanha com atenção o avanço das apurações. O tema, portanto, permanece no centro do debate público, especialmente em anos de renovação política.
Com 29 prefeitos presos em cinco anos, Santa Catarina consolida um cenário de fiscalização rigorosa sobre a gestão municipal, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de fortalecer controles internos e práticas éticas na administração pública.

