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Débito com o ISSBLU: Prefeitura enfrenta prazo para pagar R$ 43 milhões

Débito ISSBLU de R$ 43 milhões pressiona a Prefeitura, que precisa definir o pagamento até quinta-feira, 15, para evitar risco de inadimplência.

Débito com o ISSBLU: Prefeitura enfrenta prazo para pagar R$ 43 milhões

A Prefeitura precisa definir até quinta-feira, 15, como quitar um débito patronal de aproximadamente R$ 43 milhões com o ISSBLU, referente a três meses. Se não fizer o pagamento, o município corre o risco de ficar inadimplente e perder a Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP), documento necessário para receber recursos federais e buscar empréstimos e financiamentos.

O que está em discussão sobre o débito com o ISSBLU?

O valor em aberto é resultado de contribuições patronais recentes. A alternativa inicialmente apresentada pelo Executivo previa o parcelamento da dívida em 60 meses, mas o projeto foi barrado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira, 15.

Com a rejeição da proposta na comissão, a Prefeitura pode recorrer a uma possibilidade prevista em uma lei aprovada no ano passado. Nesse formato, o débito com o ISSBLU seria pago em 12 meses, com parcelas de aproximadamente R$ 3,4 milhões.

Mesmo essa alternativa dependeria de uma nova autorização da Câmara. Por isso, o município ainda precisa negociar uma solução legislativa antes do prazo indicado para evitar o risco de irregularidade previdenciária.

Quais podem ser as consequências?

A falta de regularização pode impedir a Prefeitura de obter a CRP. Sem a certidão, o município ficaria impedido de receber recursos federais e de contratar empréstimos ou financiamentos, segundo o cenário apresentado no debate sobre o débito com o ISSBLU.

O prazo aumenta a pressão sobre o Executivo e sobre os vereadores. A decisão da CCJ retirou, pelo menos neste momento, a proposta de parcelamento mais longo, que permitiria distribuir o pagamento dos R$ 43 milhões ao longo de cinco anos.

Por que a votação pode enfrentar resistência?

A sessão de terça-feira também expôs dificuldades na articulação política do governo dentro da Câmara. As tratativas para a formação da nova Mesa Diretora, liderada por Alexandre Matias (PSDB), líder do Governo, deixaram três representantes da base governista fora das negociações.

Dois deles, Flávio Linhares (PL) e Egídio Beckhauser (Republicanos), se posicionaram contra a administração durante a análise do projeto na CCJ. O episódio indica que o Executivo poderá encontrar resistência para aprovar uma nova autorização relacionada ao débito com o ISSBLU.

O que previa o projeto rejeitado?

Além de permitir o pagamento do débito de R$ 43 milhões em 60 meses, a proposta encaminhada pelo Executivo alterava regras criadas no ano passado. O texto buscava retirar duas travas incluídas por meio de emendas no projeto anterior.

Com a retirada dessas limitações, a Prefeitura poderia reorganizar seus débitos conforme considerasse mais conveniente. Como o projeto não avançou na CCJ, o município precisa apresentar outra saída ou negociar mudanças para conseguir autorização do Legislativo dentro do prazo informado.