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Surto de escorpiões em SC acende alerta; veja como se proteger

Maior incidência está na faixa litorânea, mas há casos em várias regiões do Estado

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Surto de escorpiões em SC acende alerta; veja como se proteger
Foto: Divulgação - Arquivo / Prefeitura de Araquari

O Estado de Santa Catarina enfrenta um avanço preocupante: o aumento de ocorrências com escorpiões em áreas urbanas. Nos últimos meses, cidades da faixa litorânea como Biguaçu, Araquari, Navegantes, Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú registraram casos que colocaram equipes de saúde em alerta. Além disso, outros municípios de diferentes regiões do estado também enfrentam situações semelhantes, indicando um problema crescente.

O caso mais impactante ocorreu em Biguaçu na Grande Florianópolis, onde equipes de vigilância capturaram mais de 100 escorpiões-amarelos em um único condomínio. A ação rápida evitou acidentes com moradores, embora um animal de estimação tenha sido atacado — o que ajudou a revelar a infestação.

Enquanto isso, Balneário Camboriú intensificou buscas ativas, especialmente em áreas como o Centro e a Praia dos Amores, onde há maior incidência. As equipes atuam semanalmente, reforçando o controle da espécie Tityus serrulatus, considerada a mais perigosa da América do Sul.

Em Itajaí, o monitoramento ocorre de forma contínua, com destaque para a Praia Brava, acompanhada há mais de uma década. Já em Itapema, embora não haja confirmação de infestação, registros pontuais mantêm as autoridades em estado de atenção.

Outras cidades também enfrentam avanço dos escorpiões

O problema, no entanto, não se limita ao litoral. Regiões do Sul, Meio-Oeste e Norte catarinense também registram aumento de ocorrências, com cidades como Gravatal e Mafra entrando em alerta após crescimento expressivo de casos. Em alguns municípios, o número de registros praticamente dobrou ou triplicou em pouco tempo, registrando um surto no aparecimento.

Além disso, levantamentos de saúde indicam que áreas do interior — como o Alto Vale do Rio do Peixe e a Serra Catarinense — concentram diversos atendimentos por picadas. Esse cenário reforça que o avanço dos escorpiões ocorre em todo o estado, impulsionado por fatores como calor, urbanização e acúmulo de lixo.

Como identificar e o que fazer em caso de picada

O escorpião-amarelo pode medir até 7 centímetros e possui coloração clara, com cauda fina e ferrão venenoso. A picada provoca dor imediata, que pode variar de leve a intensa.

Além disso, sintomas como náuseas, vômitos, suor excessivo, alteração da pressão e dificuldade para respirar indicam casos mais graves — especialmente em crianças e idosos.

Diante de um acidente, é fundamental agir rapidamente:

  • Procurar atendimento médico imediato
  • Lavar o local apenas com água e sabão
  • Evitar espremer, cortar ou sugar a picada
  • Se possível, registrar imagem do animal para identificação

A agilidade no atendimento faz toda a diferença, já que o soro antiveneno neutraliza os efeitos da toxina.

Como se proteger e evitar a presença

Para reduzir os riscos, a prevenção se torna a principal aliada. Primeiramente, moradores devem eliminar possíveis abrigos, como restos de construção, madeira, folhas secas e lixo acumulado.

Além disso, é essencial:

  • Manter quintais limpos e organizados
  • Vedar frestas em paredes e portas
  • Sacudir roupas e calçados antes de usar
  • Redobrar atenção com crianças e animais

Caso encontre um escorpião, a orientação é clara: não tente capturá-lo. Em vez disso, afaste-se e acione imediatamente a Vigilância Sanitária do município.

Problema crescente exige atenção coletiva

Embora a erradicação do escorpião-amarelo não seja considerada viável, o controle depende diretamente da ação conjunta entre poder público e população. Por isso, enquanto as autoridades intensificam o monitoramento, moradores precisam adotar medidas preventivas no dia a dia.

Dessa forma, Santa Catarina enfrenta um desafio que exige vigilância constante — afinal, pequenos descuidos podem abrir espaço para um risco que cresce de forma silenciosa, mas perigoso.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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