
As câmeras internas da creche onde um bebê de 1 ano e 6 meses saiu sozinho estavam desligadas no dia do episódio, em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina. O caso aconteceu na sexta-feira (25) e agora é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Segundo a Prefeitura de Braço do Norte, a unidade passava por uma reforma na parte elétrica naquele dia. Além disso, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto solicitou a abertura de uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do episódio e verificar os procedimentos adotados no local.
Bebê caminhou até o trabalho da mãe
A mãe deixou o menino na creche por volta das 7h20. Depois, a criança conseguiu sair da unidade e percorreu cerca de 50 metros até chegar ao estabelecimento onde a mãe trabalhava.
Em seguida, o bebê bateu na porta do comércio e foi acolhido no local. A mãe percebeu o que havia acontecido e registrou um boletim de ocorrência.
A Polícia Civil informou que já tomou as primeiras providências para verificar eventuais responsabilidades. Conforme a corporação, o procedimento continua em andamento, com diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
MPSC apura falhas na supervisão
Além da investigação policial, a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Braço do Norte instaurou uma notícia de fato para apurar o episódio.
Nesse contexto, o MPSC busca esclarecer se houve falha na supervisão da criança ou nos procedimentos de segurança adotados pelo Centro de Educação Infantil (CEI). A Promotoria também acompanha as medidas administrativas adotadas pelo município.
Uma visita à unidade está marcada para sexta-feira (2). Na ocasião, a promotora de Justiça Luísa Niencheski Calviera deverá conhecer a estrutura do CEI e verificar as circunstâncias relacionadas à saída da criança.
Além disso, a Promotoria prevê uma reunião com profissionais que atuavam na supervisão da turma e na segurança da unidade no momento do episódio.
Promotoria pediu imagens das câmeras
O MPSC também oficiou a diretora, a professora e a agente de apoio responsáveis pela turma, além do vigilante escolar. O objetivo é esclarecer como o bebê conseguiu deixar a unidade e quais procedimentos de segurança estavam em vigor naquele momento.
Por fim, a Promotoria requisitou ao município as gravações de todas as câmeras de videomonitoramento existentes no CEI referentes à manhã de 25 de setembro. A Prefeitura deverá encaminhar os registros no prazo de três dias para análise.
Enquanto a investigação continua, a Secretaria Municipal de Educação informou que adotará as providências administrativas e legais cabíveis. A pasta também afirmou que preservará os dados pessoais dos envolvidos, por se tratar de uma criança e de um procedimento ainda em andamento.

