
Um raro diamante azul-esverdeado de 5,5 quilates, batizado de “The Ocean Dream”, pode ser arrematado por até US$ 12,8 milhões, cerca de R$ 63 milhões, em um leilão da Christie’s na próxima semana. A venda acontece durante a tradicional temporada de primavera da leiloeira e já movimenta o mercado internacional de joias de alto padrão. A expectativa cresce porque especialistas classificam a pedra como uma das mais rar que já receberam certificação do Instituto Gemológico da América (GIA).
Uma raridade que o mercado quase nunca vê
A própria Christie’s define o diamante como a maior pedra azul-esverdeada com classificação “vivid fancy” já certificada pelo GIA. Esse selo representa um nível extremo de pureza e intensidade de cor, algo extremamente raro no setor.
Além disso, a tonalidade azul-esverdeada quase não aparece na natureza. Isso acontece porque a coloração surge a partir de um processo natural de exposição à radiação presente na crosta terrestre durante milhões de anos.
Segundo Max Fawcett, chefe global de joias da Christie’s, poucos diamantes com essa característica chegam ao mercado. Por isso, quando uma peça assim aparece, colecionadores do mundo inteiro entram na disputa.
Em resumo, a Terra passou milhões de anos criando o que os bilionários tentarão comprar em poucos minutos.
Valor deve superar última venda
O “The Ocean Dream” já passou pela Christie’s anteriormente. Em 2014, a casa vendeu a pedra em Genebra por US$ 8,5 milhões. Agora, no entanto, a estimativa aponta um salto importante no valor.
A tendência reflete o crescimento do interesse por diamantes coloridos e raros, principalmente entre investidores que enxergam essas joias como ativos sólidos e patrimônio de longo prazo.
Ou seja, não se trata apenas de beleza. Trata-se também de estratégia financeira.
Segundo Fawcett, o mercado para “o melhor dos melhores” continua aquecido. E quando o assunto é exclusividade absoluta, preço alto costuma ser apenas detalhe.
Coleção de Quincy Jones também entra no leilão
Além do diamante principal, a Christie’s também vai leiloar peças da coleção pessoal do produtor musical Quincy Jones, que morreu recentemente.
Entre os destaques está um relógio Patek Philippe Nautilus de 1981, peça altamente valorizada tanto pela tradição da marca quanto pela ligação direta com Jones, produtor de grandes clássicos da música mundial, como “Thriller”, de Michael Jackson.
Nesse tipo de leilão, história pesa tanto quanto ouro. Às vezes, até mais.
Luxo que também vira investimento
O mercado de joias raras segue forte mesmo em períodos de instabilidade econômica. Isso acontece porque peças únicas costumam funcionar como reserva de valor e símbolo de prestígio.
Quando uma joia reúne tamanho, cor excepcional, procedência e certificação histórica, ela deixa de ser apenas um acessório e passa a ocupar outro patamar: vira patrimônio.
E patrimônio de luxo não espera promoção. Ele simplesmente escolhe dono.

