
A Prefeitura de Itajaí apresentou nesta segunda-feira (30) o masterplan que vai orientar a reestruturação completa da região da Praia Brava e de Cabeçudas. O plano reúne investimentos de aproximadamente R$ 120 milhões e resulta de uma parceria entre o município e a Associação dos Proprietários da Praia Brava Norte (Aprobrava).
Além disso, o projeto segue as diretrizes estabelecidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal em dezembro de 2025, o que garante o cumprimento de compromissos socioambientais históricos na região. A prefeitura apresentou o pacote de investimentos durante reunião no gabinete do prefeito.
Entre as principais intervenções previstas estão a revitalização das orlas da Brava Norte e Sul e a implantação do Parque Natural Municipal do Canto do Morcego. Paralelamente, o plano inclui melhorias estruturais na mobilidade urbana, como a criação do novo acesso viário “Eco Park”, que ligará a Rodovia Osvaldo Reis à Avenida José Medeiros Vieira.
Ainda na área de circulação, o projeto prevê a requalificação da Rua Vereador Hermínio Gervásio, com o objetivo de melhorar a conexão entre Cabeçudas e a Praia Brava, pontos turísticos de Itajaí.

Investimentos e cronograma
O investimento total estimado chega a R$ 120,23 milhões. Desse montante, a prefeitura deverá aportar cerca de R$ 62,6 milhões, enquanto a iniciativa privada contribuirá com aproximadamente R$ 57,6 milhões. Somente em 2025, o município já executou R$ 6,9 milhões em obras de macrodrenagem, saneamento e ampliação de equipamentos turísticos na Brava Norte.
De acordo com o cronograma apresentado, o ano de 2026 será dedicado à elaboração dos projetos executivos e à obtenção das licenças ambientais necessárias. Em seguida, as obras de maior impacto — como a revitalização da orla sul e a implantação da infraestrutura do parque natural. Tudo isso deverá ocorrer entre 2027 e 2032.
Por fim, o plano também prioriza a preservação ambiental. A proposta inclui ações de recuperação e manutenção permanente da restinga. Além disso estudos sobre o impacto da iluminação artificial na fauna e na flora local. Com isso, o município pretende consolidar um modelo de ocupação sustentável, voltado ao lazer contemplativo e à valorização ambiental da região.

