Região Mundo

Criminoso de guerra israelense pode estar escondido no Brasil

Omri Turgeman foi responsável por diversos ataques mortais na faixa de Gaza

Autor
Criminoso de guerra israelense pode estar escondido no Brasil
Foto: divulgação

Um militar israelense apontado como responsável por centenas de mortes de civis árabes na Faixa de Gaza pode estar escondido no Brasil. De acordo com Federação Árabe Palestina no Brasil (Fepal), a Fundação Hind Rajab (HRF) apresentou uma denúncia criminal às autoridades brasileiras contra o soldado israelense Omri Turgeman, membro do 424º Batalhão de Infantaria “Shaked” da Brigada Givati, por seu envolvimento em crimes de guerra e atos de genocídio. A entidade afirma que Omri Turgeman estaria no Brasil neste momento.

Entre os chamados crimes de guerra atribuídos a Omri estão a destruição da Praça Palestina, que ocorreu na cidade de Gaza, em dezembro de 2023. A investigação da HRF comprova a presença do Batalhão Shaked na ocupação e destruição sistemática da Praça Palestina e da infraestrutura civil circundante. A praça, localizada em uma área civil densamente povoada, foi alvo de incêndios criminosos, arrasamento e demolições controladas após as forças israelenses assumirem o controle da área.

Outro crime atribuído a Omri foi o ataque à mesquita Al-Taqwa (Sheikh Radwan, no mesmo mês. Evidências coletadas pela HRF mostram membros do Batalhão Shaked dentro da mesquita pouco antes de sua destruição. Fotografias mostram soldados posando dentro do local religioso após o incêndio criminoso. Além disso, imagens de satélite confirmam que a mesquita foi destruída entre 26 e 31 de dezembro de 2023.

Criminoso de guerra israelense

Por fim, Omri também seria o responsável pelo cerco e ataque ao Hospital Al-Shifa, que ocorreu em Gaza entre março e abril de 2024. A HRF documentou a participação da 401ª Força-Tarefa, incluindo o Batalhão Shaked, no cerco ao maior hospital de Gaza. A operação resultou em um grande número de vítimas, mortes de pacientes devido à falta de eletricidade e assistência médica, destruição em larga escala da infraestrutura médica e prisão em massa de civis, incluindo profissionais da saúde. O hospital ficou inoperável.

A denúncia também se baseia em declarações públicas do próprio Turgeman, incluindo uma postagem em uma rede social na qual ele declara: “Não acabou até que Jabalia seja destruída e Shuja’iyya esteja em chamas”, evidenciando a intenção de destruir áreas civis em Gaza e alinhando-se ao padrão mais amplo de destruição documentado pela HRF e por órgãos internacionais.

“Apelamos às autoridades brasileiras que cumpram suas obrigações legais à luz do Estatuto de Roma, Convenções de Genebra e Convenção Sobre Genocídio e tomem medidas preventivas para garantir que Omri Turgeman não escape da Justiça”, diz o comunicado da entidade.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

Ver todas as matérias de Róbinson Gambôa