
Começa a valer nesta segunda-feira (11) a isenção de visto para cidadãos chineses que desejam entrar no Brasil em viagens de curta duração. Agora, turistas poderão permanecer no país por até 30 dias para turismo, negócios, atividades culturais, artísticas, esportivas, visitas familiares, além da participação em congressos, conferências e reuniões. A decisão do governo federal seguirá válida até 31 de dezembro de 2026.
Mais turistas e mais oportunidades
Com a nova medida, o Brasil abre espaço para aumentar o fluxo de visitantes internacionais e, ao mesmo tempo, fortalecer a relação econômica e cultural com a China. O governo aposta no mercado chinês como uma das grandes oportunidades para o turismo brasileiro crescer ainda mais.
Segundo dados do Ministério do Turismo, mais de 103 mil chineses visitaram o Brasil em 2025. O número representa um crescimento de 35% em comparação com 2024. Além disso, entre janeiro e março de 2026, o país recebeu 26.401 turistas chineses, uma alta de 30,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por isso, a expectativa é ampliar não apenas o turismo de lazer, mas também viagens corporativas, eventos internacionais e encontros comerciais. Afinal, quando o acesso fica mais simples, o destino se torna mais atrativo.
Ano Cultural fortalece a parceria
Além da questão turística, a decisão também acontece em um momento estratégico. Brasil e China vivem o chamado Ano Cultural Brasil-China, período criado para ampliar intercâmbios e fortalecer a aproximação entre os dois países.
Com isso, o governo pretende estimular ainda mais o setor de entretenimento, a realização de eventos e o intercâmbio de experiências culturais. A ideia é clara: aproximar povos também fortalece economias.
Reciprocidade diplomática
A medida também segue o princípio da reciprocidade. Desde maio de 2025, brasileiros já podem entrar na China sem necessidade de visto para viagens curtas. Inicialmente, a autorização seria temporária, mas o governo chinês prorrogou a validade até dezembro de 2026.
Agora, o Brasil responde da mesma forma e facilita a entrada de cidadãos chineses. Assim, a relação entre os dois países ganha mais equilíbrio e cria um ambiente mais favorável para turismo e negócios.
Desafios ainda seguem no caminho
Apesar do avanço, especialistas alertam que ainda existem barreiras importantes. A principal delas é a falta de voos diretos entre Brasil e China. Hoje, as conexões longas tornam a viagem mais cansativa e menos competitiva em relação a outros destinos.
Além disso, o idioma também exige atenção. Muitos visitantes chineses utilizam principalmente o mandarim, o que exige adaptação de hotéis, aeroportos, restaurantes e serviços turísticos para oferecer um atendimento mais eficiente.
Por outro lado, o Ministério do Turismo já trabalha para ampliar essa estrutura. Atualmente, cerca de 325 agências brasileiras estão credenciadas para receber grupos chineses com suporte especializado.
A nova política mostra que turismo não depende apenas de belas paisagens. Muitas vezes, ele começa em uma assinatura oficial. Quando a burocracia diminui, o embarque acontece mais rápido.

