
Um ataque aéreo atingiu uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, no sábado (28), matou pelo menos 168 pessoas, a maioria estudantes, e escancarou ao mundo o impacto devastador da guerra iniciada naquele mesmo dia entre Irã, Estados Unidos e Israel. O bombardeio ocorreu durante o horário de aula, quando dezenas de crianças estavam nas salas, e rapidamente provocou indignação internacional, pedidos de investigação e alerta sobre o risco crescente para civis.
Bombardeio atinge escola durante aula
O ataque destruiu a escola Shajareh Tayyebeh, localizada na província de Hormozgan. O bombardeio ocorreu por volta das 10h, horário local, enquanto as estudantes assistiam às aulas. Com isso, muitas vítimas morreram ainda dentro das salas.
Logo após a explosão, equipes de resgate correram para o local. Socorristas retiraram feridos entre os escombros e tentaram salvar sobreviventes. Ainda assim, autoridades iranianas confirmaram pelo menos 168 mortes. Entre as vítimas estavam meninas com idades entre 7 e 12 anos, além de professores e funcionários.
Enquanto os bombeiros trabalhavam no local, imagens do colégio destruído circularam pelo mundo. Cadernos espalhados, mochilas entre destroços e salas completamente destruídas transformaram a escola em um símbolo da tragédia.
Escola ficava perto de área militar
Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa internacional, o colégio ficava próximo de uma área militar ligada à Guarda Revolucionária do Irã. Ainda assim, a escola funcionava como instalação civil e estava em pleno funcionamento no momento do ataque.
Por causa disso, especialistas em direito internacional passaram a discutir a legalidade do bombardeio. Afinal, ataques contra escolas e estruturas civis podem configurar violação grave das leis de guerra.
Além disso, organizações de direitos humanos pediram uma investigação independente. Segundo essas entidades, é essencial identificar quem realizou o ataque e se houve erro de alvo ou falha operacional.
Conflito amplia risco para civis
O episódio ocorreu justamente no primeiro dia da ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. A partir daí, ataques e contra-ataques passaram a atingir diferentes regiões do país.
Enquanto o governo iraniano classificou o bombardeio como crime contra civis, autoridades norte-americanas afirmaram que investigam o episódio. Até agora, não há confirmação oficial sobre quem disparou os mísseis que atingiram a escola.
Mesmo assim, especialistas alertam que a escalada do conflito aumenta o risco para populações civis. Quando guerras se intensificam, instalações não militares acabam frequentemente atingidas, seja por erro, seja por proximidade com alvos estratégicos.
Tragédia comove o mundo
Após o ataque, moradores de Minab realizaram funerais coletivos para as vítimas. Milhares de pessoas participaram das cerimônias e prestaram homenagens às crianças mortas no bombardeio.
Ao mesmo tempo, imagens das despedidas circularam nas redes sociais e provocaram comoção global. Caixões pequenos, carregados por familiares e amigos, tornaram-se retrato doloroso da dimensão da tragédia.
Diante disso, líderes internacionais e organizações humanitárias voltaram a pedir o fim da escalada militar. Segundo analistas, sem negociações diplomáticas, novos ataques podem ampliar ainda mais o número de vítimas inocentes.
A destruição da escola de meninas em Minab transformou-se rapidamente em símbolo do custo humano da guerra. Entre salas destruídas, mochilas abandonadas e vidas interrompidas, a tragédia lembra que conflitos armados quase sempre atingem primeiro os mais vulneráveis.

