
Cinco cidadãos italianos morreram durante um mergulho técnico em cavernas submersas no atol de Vaavu, nas Maldivas, na quinta-feira (14). O grupo participava de uma expedição de alta complexidade em uma área conhecida pela profundidade extrema e pelas fortes correntes marítimas. O acidente mobilizou uma grande operação de resgate e já é tratado como uma das maiores tragédias de mergulho da história recente do arquipélago.
As autoridades locais iniciaram a investigação para entender o que provocou a morte dos mergulhadores e apuram se houve falha humana, problema técnico ou influência direta das condições climáticas.
Expedição acabou em tragédia
O grupo embarcou no barco de mergulho Duke of York, usado em operações técnicas e científicas, e seguiu até uma região próxima de Alimathà, um dos pontos mais procurados por mergulhadores experientes no atol de Vaavu.
Durante a descida, os cinco entraram em uma área de cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Pouco depois, desapareceram.
Equipes de resgate iniciaram uma operação complexa e enfrentaram forte correnteza, baixa visibilidade e alertas meteorológicos. Mesmo com toda a mobilização, os socorristas encontraram os corpos dentro da caverna, em uma área de difícil acesso.
As primeiras análises apontam que o grupo pode ter sofrido desorientação no interior da formação submersa. Além disso, especialistas também consideram riscos como narcose por nitrogênio e intoxicação por oxigênio, situações comuns em mergulhos técnicos profundos.
Vítimas eram experientes
Entre as vítimas estava Monica Montefalcone, de 51 anos, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova. Ao lado dela estava a filha, Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Também morreram Muriel Oddenino, pesquisadora de Turim, além dos instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia.
Todos tinham experiência com mergulho e alguns participavam de pesquisas ligadas aos ecossistemas marinhos da região. Isso reforçou ainda mais o impacto da tragédia, já que se tratava de profissionais acostumados com operações de risco.
Polícia investiga causas
Agora, a polícia das Maldivas tenta reconstruir os últimos momentos da expedição. Os investigadores analisam equipamentos, protocolos de segurança e as condições do mar no momento da descida.
O governo italiano acompanha o caso por meio de assistência consular às famílias e mantém contato direto com as autoridades locais.
As Maldivas atraem milhares de turistas todos os anos por causa das águas cristalinas e da fama internacional no turismo de mergulho. No entanto, o mar também impõe limites severos. Quando o desafio ultrapassa a margem da segurança, a beleza pode rapidamente se transformar em tragédia.

