
A polícia prendeu um homem de 38 anos suspeito de desviar R$ 500 mil de uma ONG para alimentar o vício em apostas online. O dinheiro saiu das contas da organização direto para as pessoais do suspeito, que depois usou tudo em jogos digitais.
Descoberta da fraude do homem
A prisão ocorreu nesta segunda-feira (2) em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. A fraude veio à tona quando um funcionário da ONG notou algo errado nos extratos bancários.
Portanto, os documentos que o criminoso apresentava não batiam com os valores reais da instituição. Diante das inconsistências, a diretoria da ONG decidiu chamar a polícia para investigar.
A delegada Gessica Feitosa explicou que o homem inicialmente prestava trabalho voluntário na ONG, cumprindo uma pena judicial anterior. No entanto, por demonstrar bom desempenho, ele foi efetivado e assumiu um cargo na área administrativa, o que lhe concedeu acesso às contas da organização.
Esquema de desvio e apostas
A investigação detalhada da Polícia Civil revelou que o suspeito falsificava comprovantes bancários para esconder o desvio. Assim, ele enganava a equipe da ONG, impedindo que as movimentações ilegais fossem descobertas.
No total, ele movimentou R$ 6 milhões em contas ligadas a apostas, incluindo os R$ 500 mil desviados da ONG. A delegada Gessica Feitosa descreveu a situação como a “ruína de uma pessoa”, dada a magnitude dos valores e a quantidade de transações financeiras.
Dessa forma, durante o depoimento, o suspeito confessou o crime. Ele admitiu aos policiais ser viciado em jogos de azar e que apostava novamente todo o dinheiro que ganhava, tanto de forma lícita quanto ilícita.
Lavagem de dinheiro
As investigações também apontaram que o homem efetuava transferências bancárias para as contas de sua companheira e de sua mãe. Ele também transferia valores para sua própria conta e pagava boletos de empresas.
Além disso, ele realizava diversas outras transferências para diferentes contas, tudo com o objetivo de ocultar o desvio e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A análise da movimentação bancária revelou que o responsável pelo desvio devolvia ou transferia parte do dinheiro para uma série de outras contas, em provável tentativa de “gerar certa confusão patrimonial”.
Por fim, o homem responderá por furto mediante fraude eletrônica, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

