
Uma cachorra chamada Marta ajudou a encontrar um bebê abandonado em uma sacola de lixo em Milão, na Itália, na tarde de segunda-feira (12). O menino tinha cerca de duas horas de vida quando a tutora do animal o encontrou. Logo depois, equipes de emergência levaram o recém-nascido ao hospital. Desde então, ele apresentou melhora e já respira sozinho.
Cachorra insiste em farejar sacola sob os galhos
Sandra passeava com Marta, de 14 anos, e Beatrice, de 13, por volta das 16h, quando a cadela começou a puxá-la em direção à vegetação na base de uma árvore. A tutora tentou afastar o animal do local, mas Marta continuou farejando os galhos.
Por isso, Sandra decidiu verificar o que despertava a atenção da cachorra. Em meio à vegetação, ela encontrou uma sacola azul escondida sob os galhos. Ao abri-la, a mulher viu um recém-nascido, um lençol manchado de sangue, um suéter, meias e a placenta. O cordão umbilical já estava cortado.
Como estava sem celular, Sandra pediu ajuda a um motorista que passava pelo local e a um voluntário da associação Auser. Em seguida, eles acionaram os serviços de emergência e ajudaram a proteger o bebê até a chegada das equipes de socorro.
Recém-nascido apresenta melhora no hospital
As equipes de emergência da AREU levaram o menino ao Hospital Niguarda, em Milão. Na chegada, os profissionais identificaram uma hipotermia leve. Por isso, a equipe médica iniciou o aquecimento do corpo e ofereceu suporte respiratório.
Além desses cuidados, os médicos solicitaram exames neurológicos e avaliações para investigar possíveis infecções. No entanto, as informações médicas divulgadas posteriormente apontaram uma evolução positiva.
O bebê deixou de precisar de suporte respiratório e passou a respirar sozinho. Além disso, manteve os sinais vitais estáveis e começou a tomar mamadeira espontaneamente.
O menino também recebeu um nome. Guido Bertolaso, conselheiro regional de Bem-Estar, sugeriu Leone durante uma visita à criança no hospital.
Caso mobiliza moradores e autoridades
A descoberta comoveu moradores de Milão e provocou uma onda de solidariedade. Desde que a história ganhou repercussão, o hospital recebeu doações de roupas e brinquedos. Além disso, várias pessoas manifestaram interesse em adotar o recém-nascido.
Apesar da mobilização, a Justiça italiana decidirá o futuro da criança. Portanto, as manifestações de interesse não garantem a adoção, que dependerá da avaliação das autoridades responsáveis.
Durante a repercussão do caso, Bertolaso também destacou uma alternativa prevista na legislação italiana. No país, mulheres podem dar à luz anonimamente em hospitais e receber assistência médica em condições seguras.
A medida busca proteger mães e recém-nascidos e, assim, evitar abandonos que coloquem suas vidas em risco.

