
Santa Catarina vive uma sexta-feira marcada por destruição e apreensão. Um ciclone extratropical avançou sobre o estado desde a madrugada, provocando ventos fortes, chuvas intensas e queda de granizo em várias regiões. As áreas mais atingidas estão no Meio-Oeste, Extremo Oeste e Planaltos Norte e Sul.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram o impacto da força do vento. Em Itapiranga, São Miguel do Oeste, Tunápolis, Iporã do Oeste, Dionísio Cerqueira e Mondaí, casas foram destelhadas, árvores caíram sobre veículos e ruas ficaram alagadas. Em Xanxerê, postes foram arrancados e estruturas metálicas caíram sobre carros.
De acordo com a estação de monitoramento da Epagri/Ciram, os ventos chegaram a 50 km/h em Pinhalzinho, no Oeste, e atingiram 72 km/h em Urupema, na Serra. A Defesa Civil avalia registros que podem indicar rajadas ainda mais fortes em alguns pontos do Extremo Oeste.
Apagões e prejuízos em várias regiões
O ciclone também deixou um rastro de apagões em Santa Catarina. Segundo a Celesc, mais de 64 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica por volta das 18h30 desta sexta-feira. As principais causas estão relacionadas aos fortes ventos e às tempestades com descargas atmosféricas.
As regiões de Concórdia, Faxinal dos Guedes e Ponte Serrada, no Oeste, são as mais afetadas, com quase todas as casas sem luz. Entre a Serra e a Grande Florianópolis, cidades como Alfredo Wagner, Petrolândia e Bom Retiro também registram interrupções generalizadas no fornecimento.
Mais de 200 equipes da Celesc atuam em campo para restabelecer o serviço. A companhia afirma que o trabalho é ininterrupto e que a prioridade é garantir a segurança da população e das equipes, concentrando os esforços em unidades de serviços essenciais, como hospitais e estações de tratamento de água.
A orientação é que os consumidores não se aproximem de fios partidos, postes caídos ou estruturas danificadas.
Estragos e destruição no Oeste catarinense
Em Itapiranga, cidade que faz divisa com o Rio Grande do Sul, vídeos mostram o granizo cobrindo ruas inteiras. O vento forte levantou telhas, derrubou árvores e causou danos em veículos. Em São Miguel do Oeste e Xanxerê, o cenário é de ruas bloqueadas e destelhamentos em série.
Equipes da Defesa Civil e das prefeituras estão nas ruas, removendo galhos e prestando apoio às famílias afetadas. Há registros de quedas de árvores sobre casas e carros em Itá e Xanxerê.
O órgão estadual informa que o alerta vermelho, o mais alto nível de risco meteorológico, permanece ativo. Ele indica condições extremamente favoráveis à ocorrência de tempestades, vendavais e granizo em grande parte do território catarinense.
Defesa Civil reforça recomendações
A Defesa Civil orienta que a população busque abrigo seguro, evite áreas de risco e não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas. Em caso de ventos fortes, é importante desligar aparelhos elétricos e se afastar de janelas.
Também é recomendável evitar navegação, pesca e esportes marítimos, já que o mar deve permanecer agitado até o fim de semana. O órgão reforça a importância de acompanhar os alertas oficiais pelos canais de comunicação e pelas rádios locais.
O que esperar nas próximas horas
O tempo deve seguir instável até a tarde de sábado. A frente fria que se formou entre a costa do Sul e do Sudeste mantém as condições para chuva forte, ventos intensos e queda de granizo. O risco segue muito alto para ocorrências como destelhamentos, queda de árvores e danos na rede elétrica.
O governo do estado e os municípios seguem monitorando a situação em tempo real, mantendo equipes de emergência mobilizadas. As autoridades pedem que a população siga as orientações e evite deslocamentos desnecessários até que o tempo volte a se estabilizar.

