
O Poder Judiciário condenou a mais três anos de reclusão, em regime inicial fechado, o homem responsável pelo atentado à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau. A nova sentença do autor, divulgada nesta terça-feira (31), refere-se a um crime de maus-tratos contra animais cometido cerca de quatro meses antes da tragédia na unidade escolar.
Crime contra cachorro
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o ataque ao cão ocorreu na madrugada de 3 de dezembro de 2022. Na ocasião, o agressor foi até a residência de familiares com quem mantinha desentendimentos para se vingar. Com o intuito de ferir os donos emocionalmente, ele atraiu o cachorro até o portão e desferiu uma facada profunda no pescoço do animal.
O cão sobreviveu apenas porque a tutora o encontrou a tempo e buscou socorro veterinário imediato. No entanto, o laudo pericial confirmou que o animal agonizou por diversas horas antes de receber atendimento.
Provas contra o autor
Durante a instrução do processo, o Ministério Público apresentou imagens de câmeras de segurança e depoimentos que comprovaram a autoria do crime. Além da nova pena de prisão, a Justiça determinou que o réu pague R$ 712 para ressarcir os gastos com o tratamento veterinário e R$ 5.000 a título de indenização por danos morais à proprietária.
O promotor de Justiça Leonardo Todeschini enfatizou que a punição reforça o dever de proteção aos seres sencientes. Segundo ele, a condenação é fundamental para reprimir violências injustificadas, especialmente aquelas usadas como ferramenta de intimidação ou retaliação.
Relembre o massacre na creche
O condenado já cumpre uma pena de 220 anos de prisão pelo ataque ocorrido em 5 de abril de 2023. Naquela manhã, ele invadiu o Centro de Educação Infantil (CEI) Cantinho Bom Pastor armado com uma machadinha. O atentado vitimou quatro crianças:
- Bernardo Pabst da Cunha (4 anos)
- Enzo Marchesin Barbosa (4 anos)
- Bernardo Cunha Machado (5 anos)
- Larissa Maia Toldo (7 anos)
Outras cinco crianças ficaram feridas na ação. Logo após o crime, o autor se entregou no 10º Batalhão da Polícia Militar e permanece preso desde então. Por fim, a defesa ainda pode recorrer da nova sentença relacionada ao crime de maus-tratos.

