Região

Combate à dengue mantém vigilância nos cemitérios contra água acumulada

Visitantes não devem levar vasos e porta-velas que acumulem água

Autor
Combate à dengue mantém vigilância nos cemitérios contra água acumulada
Divulgação

A proliferação da dengue em todo o Brasil, em especial em Santa Catarina, onde 98 pessoas morreram em decorrência da doença somente em 2023, tem provocado iniciativas cada vez mais específicas para se evitar a proliferação do mosquito transmissor. Em Florianópolis, que já registrou 16 óbitos, a Secretaria Municipal de Limpeza e Manutenção Urbana iniciou um trabalho minucioso no Cemitério São Francisco de Assis, no bairro Itacorubi, para retirar vasos e porta-velas que costumam acumular água da chuva.

De acordo com o diretor de Gestão de Óbitos e Cemitérios, André Brida, a direção do cemitério do Itacorubi tem mantido uma força-tarefa para roçar e eliminar depósitos de água evitando que se tornem focos. ”Estamos todo dia virando vasos e limpando, o que no leva a pedir maior colaboração para combater a dengue”, afirma ele.

Em Florianópolis, há 365 pontos estratégicos de combate à dengue, aponta Marinice Teleginski, responsável pelo programa na Secretaria Municipal de Saúde. Ela explica que são locais com alta concentração de depósitos que podem se tornar criadouros de Aedes aegypti, por conta do risco de acúmulo de água da chuva. São borracharias, sucatas, cemitérios e locais de triagem de reciclados.

Combate estratégico

Nos cemitérios, o risco é grande porque os visitantes insistem em deixar vasos de plantas com pratos, porta-velas fixados ou soltos e caixinhas de cimento que acumulam água quando estão de boca pra cima. É frequente encontrar larvas nesses locais, ao longo dos anos.

Foto: divulgação

No entanto, a pulverização geralmente promovida nas cidades com a técnica do fumacê não pode ser feita nos cemitérios, devido ao fluxo enorme de visitantes todos os dias. “Sempre há o risco de a pessoa tocar o local e sofrer irritação da pele, então o produto não é aplicado. Isso significa que as pessoas precisam ter mais consciência de não levar papel celofane, pratinhos e vasos que acumulem água porque podem se tornar criadouros”, recomenda a técnica da Saúde.

Como fazer para evitar depósitos

As principais medidas para evitar focos do mosquito em cemitérios são furar vasos e porta-velas, não utilizar plantas que acumulem água, como bromélias, retirar as embalagens plásticas e de celofane dos arranjos de flores e retirar os pratinhos dos vasos de planta. Essas ações evitam o acúmulo e fazem com que a água possa escorrer.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

Ver todas as matérias de Róbinson Gambôa