
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na segunda-feira (12), uma nova estratégia de cinco anos para o Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias. O objetivo é fazer com que todos os países consigam identificar e avaliar ameaças à saúde em até 24 horas após o surgimento, evitando epidemias de grandes proporções.
Nova estratégia global da OMS
O plano busca transformar a vigilância sanitária mundial até 2030. Criado em 2021 com apoio do governo alemão após as falhas expostas pela crise da Covid-19, o centro busca integrar tecnologia de ponta e cooperação internacional. Ou seja, busca proteger a população de forma ágil e eficiente.
Pilares tecnológicos e humanos
Para acelerar a resposta sanitária, o planejamento prioriza quatro frentes fundamentais. A inteligência artificial assume papel central ao rastrear milhares de fontes públicas em tempo real em busca de sinais de alerta. Em paralelo, a análise genética aprimorada capacita nações a decodificar rapidamente vírus e bactérias, impulsionando testes e vacinas.
Além disso, uma rede com mais de dois mil especialistas em dados atua na previsão de riscos. Tem também a ampliação da Iniciativa de Vigilância Colaborativa que fortalece a troca segura de informações entre mais de oitenta países.
Compromisso internacional
Durante a Cúpula Mundial da Saúde na Alemanha, o diretor-geral da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a união entre governos e cientistas é indispensável para a segurança sanitária.
Dessa forma, desde a sua fundação, o projeto já colaborou com centenas de Estados membros e organizações parceiras. Por fim, isso consolida um sistema preventivo mais forte contra futuras crises globais.

