
No relatório da Polícia Federal (PF) que investigou integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, os agentes federais informaram que o núcleo conhecido como “Abin Paralela” utilizava um grupo de mensagens chamado “BICHONA” para articular “ações clandestinas”.
A informação consta no relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso, que se tornou público nesta quarta-feira (18) após o Supremo Tribunal Federal (STF) retirar o sigilo dos autos. De acordo com os investigadores, o núcleo golpista usava o grupo de mensagens para discutir e articular ações e ataques contra a direção da Polícia Federal.
Os agentes federais destacaram que um dos participantes do chat era Alessandro Moretti, o ex-número 2 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que foi indiciado no caso. Ainda de acordo com o relatório Jair Bolsonaro era o principal destinatário das ações da Abin Paralela. Apesar disso, o ex-presidente não foi indiciado pela Polícia Federal no caso.
O caso sobre a “Abin Paralela” é investigado desde o ano de 2023, e apura a instrumentalização política da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro, cujo objetivo era monitorar opositores e adversários políticos de maneira ilegal. A espionagem, segundo a Polícia Federal, era feita através do software israelense First Mile.

