
A Justiça de Santa Catarina tornou réu, nesta segunda-feira (26), o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior (sem partido), após aceitar denúncia do Ministério Público por violência doméstica contra uma ex-namorada. O caso envolve acusações de agressões físicas, cárcere privado e perseguição, registradas depois do fim do relacionamento. A audiência de instrução está marcada para fevereiro, quando vítimas e testemunhas devem ser ouvidas para esclarecer os fatos.
Denúncia detalha agressões e restrição de liberdade
Segundo o Ministério Público, o vice-prefeito manteve a vítima em um imóvel contra a vontade dela. Além disso, teria tomado o celular da mulher para impedir pedidos de ajuda. Ainda conforme a acusação, ele praticou agressões físicas, ameaçou a ex-companheira e tentou controlar seus deslocamentos.
Na sequência, a vítima conseguiu sair do local e procurou a polícia. Logo depois, exames periciais confirmaram lesões compatíveis com os relatos apresentados à autoridade policial.
Perseguição após a separação
De acordo com a denúncia, mesmo após o rompimento, Jair Júnior continuou a perseguir a vítima. Ele teria enviado mensagens, feito ligações insistentes e monitorado a rotina da ex-namorada. Por isso, o Ministério Público incluiu o crime de perseguição no processo.
Assim, a Promotoria sustenta que os episódios configuram violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme prevê a Lei Maria da Penha.
Outros processos envolvendo o vice-prefeito
Além da ação por violência doméstica, Jair Júnior já responde a outro processo criminal. Ele é acusado de danificar um veículo oficial da prefeita Carmen Zanotto. Esse caso segue em tramitação separada na Justiça.
Dessa forma, a nova denúncia amplia o histórico judicial do vice-prefeito e aumenta a pressão política sobre a administração municipal.
Próximos passos na Justiça
Agora, o processo entra na fase de instrução. Nessa etapa, a Justiça vai ouvir a vítima, as testemunhas e o réu. Em seguida, acusação e defesa devem apresentar as alegações finais.
Somente depois desse procedimento o juiz vai decidir se condena ou absolve o vice-prefeito pelos crimes denunciados.
O caso reforça o debate sobre responsabilidade de agentes públicos e o combate à violência contra a mulher. Enquanto a ação segue em andamento, Jair Júnior permanece no cargo, já que ainda não há condenação. A Justiça deve definir nos próximos meses se ele será responsabilizado criminalmente pelos fatos apontados na denúncia.

