
O governo da Venezuela reagiu neste sábado (03) e acusou os Estados Unidos de promover uma “guerra colonial” para controlar o petróleo do país, após ataques militares registrados em diferentes regiões do território venezuelano. Segundo Caracas, a ofensiva atingiu áreas civis e militares, violou a soberania nacional e teve como objetivo direto o domínio de recursos estratégicos, sobretudo o setor energético. Por isso, o governo anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU e a outros fóruns internacionais.
Denúncia oficial do governo venezuelano
Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo de Nicolás Maduro afirmou que os Estados Unidos executaram uma agressão militar direta, em desacordo com o direito internacional. De acordo com o comunicado, os ataques alcançaram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Além disso, a diplomacia venezuelana classificou a ação como uma violação explícita da Carta das Nações Unidas.
Ainda segundo o governo, a ofensiva confirma uma estratégia histórica de intervenção externa. Por isso, Caracas sustenta que Washington busca retomar práticas coloniais para garantir acesso privilegiado ao petróleo e a outros recursos naturais do país.
Petróleo no centro do conflito
Ao longo do texto, o governo venezuelano reforçou que o petróleo segue no centro da disputa. A Venezuela possui uma das maiores reservas do mundo e depende fortemente da atividade petrolífera para sustentar sua economia. Assim, o governo avalia que a pressão militar e política dos Estados Unidos faz parte de um movimento mais amplo para enfraquecer o Estado venezuelano e controlar ativos estratégicos.
Nesse contexto, Caracas também citou sanções econômicas, bloqueios financeiros e apreensões de cargas de petróleo como parte de uma mesma lógica de coerção. Para o governo, essas medidas agravam a crise social e aprofundam a instabilidade regional.
Reação diplomática e mobilização interna
Diante do cenário, o governo anunciou que acionará a ONU, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e o Movimento dos Países Não Alinhados. Ao mesmo tempo, convocou apoio internacional para condenar a ação dos Estados Unidos e exigir responsabilização.
Internamente, o governo pediu mobilização política e social. Segundo o comunicado, a Venezuela afirma seu direito à legítima defesa, previsto no Artigo 51 da Carta da ONU, e garante que seguirá protegendo sua soberania, sua população e suas instituições.
Tensão regional aumenta
A denúncia amplia a tensão entre Caracas e Washington e gera preocupação entre países da América Latina. Analistas avaliam que a escalada do conflito pode afetar a estabilidade regional e o mercado global de energia. Enquanto isso, cresce a pressão por soluções diplomáticas que evitem novos confrontos e reduzam o risco de agravamento da crise.
O governo venezuelano encerrou a nota afirmando que não aceitará ingerências externas e que seguirá defendendo sua independência, sua autodeterminação e o controle soberano de seus recursos naturais.

