
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (11) nas redes sociais uma imagem da página da Wikipédia, na qual ele aparece listado como “presidente interino da Venezuela”. A publicação, que movimentou o cenário político digital, não corresponde a uma alteração no site, mas surge em meio a fortes declarações de Trump sobre o futuro venezuelano.
A atitude do Presidente Trump coincide com o aumento da pressão diplomática de Washington sobre nações aliadas da Venezuela.
Crise energética
No mesmo dia, Donald Trump afirmou que Cuba, historicamente uma aliada de Caracas, poderá enfrentar severas consequências caso não se chegue a um acordo. Ele ameaçou interromper o fluxo de petróleo e dinheiro proveniente da Venezuela em direção à ilha.
Essa pressão segue-se a um anúncio feito logo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Na ocasião, Trump informou que o novo governo interino da Venezuela aceitou entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Ou seja, já revelando o interesse estratégico de Washington nos recursos energéticos do país.
Mudança no poder
A publicação de Trump ocorre dias após a posse de Delcy Rodríguez como Presidente Interina da Venezuela. A vice-presidente de Maduro assumiu o cargo na Assembleia Nacional na segunda-feira passada (5), após decisão da Suprema Corte para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelas tropas militares norte-americanas em 3 de janeiro e levados aos EUA sob ordens diretas de Trump.
Maduro compareceu à sua primeira audiência em Nova York, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, onde declarou-se inocente de todas as acusações. O governo norte-americano atualizou as denúncias contra ele. Assim, agora a acusação é de que ele participa, protege e perpetua uma cultura de corrupção, enriquece a partir do tráfico de drogas e lucra com isso.
Próximos passos
Por fim, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou na semana passada as três fases do plano de transição para a Venezuela. Segundo ele, a estratégia norte-americana inclui a estabilização imediata do país, a recuperação da economia e, finalmente, a transição para um regime democrático.

