
O empresário José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi sequestrado no dia 27 de dezembro enquanto seguia com a família por uma rodovia de Jalisco, no oeste do México. Dois dias depois, policiais localizaram o corpo do executivo com marcas de violência e ferimentos por arma de fogo. Por isso, o Ministério Público abriu investigação para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime.
Abordagem armada na estrada
Segundo as autoridades, homens armados interceptaram o veículo do empresário durante o trajeto. Em seguida, os criminosos retiraram Corona Radillo do carro e fugiram. Logo depois, deixaram a esposa e os filhos no local, sem ferimentos. A família acionou a polícia imediatamente, o que deu início às buscas.
Enquanto isso, equipes de segurança percorreram a região e analisaram imagens de câmeras próximas à rodovia. No entanto, apesar da mobilização, os agentes encontraram o corpo do empresário apenas dois dias depois, em uma área próxima ao ponto do sequestro.
Sem pedido de resgate conhecido
Além disso, até o momento, não há confirmação de pedido de resgate. Essa ausência de contato reforça a linha de investigação que trata o crime como execução, embora a promotoria ainda não descarte outras hipóteses. Por essa razão, os investigadores mantêm sigilo sobre detalhes que possam comprometer o andamento do caso.
Impacto no setor empresarial
O Grupo Corona atua há décadas no mercado de bebidas, com produção de tequila, mezcal, vinhos e licores. Por isso, a morte do presidente gerou forte repercussão entre empresários e produtores da região de Jalisco. Entidades do setor lamentaram o crime e cobraram mais segurança nas rodovias do país.
Além disso, especialistas em segurança pública destacam que empresários seguem como alvos frequentes da criminalidade organizada em algumas regiões do México. Assim, o caso reacende o debate sobre proteção de executivos e circulação em áreas consideradas de risco.
Investigações seguem abertas
Agora, a Promotoria de Jalisco concentra esforços para identificar os autores e a motivação do sequestro seguido de homicídio. Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades afirmam que novas informações serão divulgadas à medida que o inquérito avançar.
O assassinato de José Adrián Corona Radillo expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade de empresários em regiões marcadas pela violência. Enquanto a investigação avança, o caso reforça a pressão por respostas rápidas e medidas concretas de segurança no país.

