
A SpaceX realiza na próxima quinta-feira (16), entre 20h45 e 22h15, o 13º voo de teste da Starship. O lançamento ocorre na base da empresa, no Texas, e visa superar os problemas técnicos que levaram à perda do foguete na missão anterior. A operação ocorre após investigações da agência de aviação americana (FAA).
Falhas no voo anterior
O último teste falhou durante a separação dos estágios, momento chamado de hot stage. Dessa forma, o propulsor e a nave deveriam se separar com precisão, mas uma falha na ignição causou um desalinhamento de 90 graus.
Logo após, o propulsor, conhecido como Super Heavy, tentou retornar para o pouso, mas cinco dos seus 33 motores falharam. Isso causou uma queda fora da área planejada e uma explosão no impacto com a água. A nave Starship também apresentou problemas e não conseguiu realizar o teste de religamento de motor no espaço.
Novo lançamento do foguete
A SpaceX alterou a sequência de acionamento dos motores para garantir que o Super Heavy mantenha a posição correta após a separação. Os engenheiros também modificaram o hardware de propulsão para evitar as falhas que ocorreram no voo anterior.
A equipe trocou várias telhas do escudo térmico para testar como a estrutura suporta a pressão do lançamento. Além disso, algumas peças foram pintadas de branco para servirem como alvos visuais. Isso permite que satélites monitorem a integridade da estrutura em tempo real.
Objetivos da missão
O foguete levará ao espaço 20 satélites da nova geração Starlink. Alguns possuem câmeras próprias, o que deve gerar imagens inéditas do espaço. O roteiro do voo prevê que a Starship atinja velocidades de 27 mil km/h, libere os satélites e realize uma reentrada controlada no Oceano Índico.
Por fim, se a equipe concluir a missão com sucesso, a SpaceX capturará o propulsor Super Heavy de volta na torre de lançamento durante o próximo teste.

