
A onda de frio intenso que chegou a Santa Catarina no domingo já provocou temperaturas abaixo de zero em várias cidades, inclusive fora das regiões serranas. Com o avanço da massa de ar polar, o cenário aumentou a preocupação com pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente moradores de rua, idosos, famílias em extrema pobreza e pessoas com deficiência.
Diante da queda brusca nas temperaturas, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família ampliou orientações aos municípios sobre medidas de proteção durante os dias mais gelados.
Entre as principais ações estão a abertura de abrigos temporários, a oferta de benefícios eventuais e o fortalecimento da abordagem social.
Abrigos temporários ajudam a proteger durante noites mais geladas
A secretaria destacou que cada município pode organizar suas estratégias conforme a realidade local. A definição sobre abertura de abrigos ocorre em conjunto com a Assistência Social e a Defesa Civil de cada cidade, sempre considerando o risco para a população exposta ao frio extremo.
Segundo a diretora de Assistência Social da SAS, Gabriella Dornelles, o planejamento depende das características de cada região. “A definição sobre a temperatura em que devem ser abertos os abrigos é feita de forma articulada entre Assistência Social e Defesa Civil local e varia de município para município, de acordo com a realidade dos territórios”, explicou.
Cidades catarinenses já colocam medidas em prática
Em Videira, no Meio-Oeste, por exemplo, o município abriu abrigo emergencial quando os termômetros ficaram abaixo de 5°C no domingo e na segunda-feira. O espaço funciona no período noturno e garante pernoite para pessoas vulneráveis durante as madrugadas mais frias.
Além disso, uma nota técnica estadual orienta o mapeamento de áreas mais vulneráveis. Além disso, definição de pontos de apoio, como ginásios, postos de saúde e entidades parceiras. Dessa forma, as equipes conseguem ampliar a prevenção e oferecer suporte com mais rapidez.
Benefícios eventuais e apoio social reforçam proteção
Os municípios também podem utilizar recursos estaduais e federais para fornecer cobertores, colchões, alimentos quentes, itens de higiene e transporte. Em algumas regiões, benefícios específicos, como auxílio lenha, também ajudam famílias a enfrentar o frio severo.
Gabriella também destacou a importância da abordagem social, principalmente para atender pessoas em situação de rua e migrantes que chegam de regiões mais quentes. “Para o serviço de abordagem, em articulação com os serviços socioassistenciais, podem ser adquiridos cobertores, alimentos e bebidas quentes, entre outros itens diversos, considerando a situação de vulnerabilidade temporária e o risco de hipotermia e até morte”, afirmou.
Com a previsão de continuidade das baixas temperaturas, Santa Catarina intensifica ações de acolhimento e prevenção para reduzir riscos e preservar vidas.

