
A Prefeitura de Florianópolis decretou estado de alerta climático nesta quinta-feira (11). A medida ocorre diante da previsão de agravamento dos efeitos do El Niño nos próximos meses. Com isso, o município mobiliza órgãos públicos e entidades da sociedade civil para reduzir os riscos de enchentes, deslizamentos e outros transtornos causados pelas chuvas.
O decreto vale por 180 dias e poderá ser prorrogado. Segundo a prefeitura, a decisão foi tomada após sucessivos alertas de especialistas. As projeções indicam volumes elevados de chuva entre a primavera e o verão, período em que o fenômeno deve atingir seu auge.
Comitê assume coordenação das ações
A partir de agora, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil comandará um comitê especial. O grupo será responsável por planejar, monitorar e executar medidas preventivas.
Além disso, o comitê reunirá secretarias municipais, autarquias, universidades e representantes da sociedade civil. Dessa forma, a prefeitura pretende ampliar a integração entre os órgãos envolvidos na resposta a emergências.
Entre as prioridades estão o reforço da infraestrutura urbana, a capacitação das equipes e a ampliação da capacidade de atendimento à população.
Limpeza de canais será antecipada
Entre as primeiras ações está a manutenção dos sistemas de drenagem. Ao mesmo tempo, a prefeitura pretende ampliar investimentos na rede de escoamento das águas da chuva.
Além disso, equipes anteciparão a limpeza de canais em áreas consideradas mais vulneráveis. A medida contemplará regiões como Lagoa da Conceição, Carianos, Daniela, Canasvieiras, Monte Verde e a bacia do Itacorubi.
Da mesma forma, o município pretende ampliar galerias pluviais e implantar novos sistemas de macrodrenagem. As melhorias devem ocorrer em pontos próximos à SC-401, em Santo Antônio de Lisboa, além das regiões do Córrego Grande e de Canasvieiras.
Encostas terão reforço a partir de julho
Paralelamente, a prefeitura programou obras de contenção e estabilização de encostas. O objetivo é reduzir o risco de deslizamentos durante períodos de chuva intensa.
As intervenções devem começar em julho. Entre os locais atendidos estão o Morro da Mariquinha, o Maciço do Morro da Cruz, o Saco dos Limões, a Costeira do Pirajubaé e o Saco Grande.
Segundo o prefeito Topázio Neto, as medidas buscam aumentar a segurança da população.
“Vamos ampliar e manter a rede de drenagem, fortalecer as encostas e capacitar ainda mais as equipes da Defesa Civil para enfrentar os períodos mais críticos”, afirmou.
Defesa Civil amplia preparação
Além das obras, o decreto prevê novos treinamentos para a Defesa Civil. As capacitações terão foco em resposta rápida, atualização de protocolos e aperfeiçoamento das estratégias de atendimento.
Outra novidade será a criação de bases regionais de apoio. Esses espaços serão ativados conforme a necessidade e funcionarão de forma integrada ao plano de contingência municipal.
Enquanto isso, a sede da Defesa Civil, na Avenida Mauro Ramos, permanecerá em funcionamento permanente. Já as bases descentralizadas atenderão as regiões Norte, Sul e Leste da Ilha, além do Continente.
Florianópolis prepara abrigos temporários
Além das ações preventivas, a prefeitura definiu cinco locais para funcionamento de abrigos temporários.
Juntos, os espaços poderão receber até 1.644 pessoas em situações de emergência. Os abrigos ficarão nos Ingleses, Costeira do Pirajubaé, Rio Tavares, Capoeiras e Centro.
Segundo a administração municipal, os locais oferecerão água potável, banheiros, atendimento básico de saúde e suporte socioassistencial.
Assim, Florianópolis tenta se antecipar aos efeitos do El Niño. A estratégia busca fortalecer a prevenção, acelerar as respostas e, sobretudo, evitar prejuízos e tragédias humanas durante os períodos de chuva mais intensa.

