
Os Estados Unidos iniciam, às 10h desta segunda-feira (13), uma operação militar para bloquear todo o tráfego marítimo nos portos do Irã. A determinação partiu do presidente Donald Trump e será executada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM). A ofensiva ocorre logo após o encerramento das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Alcance da operação dos EUA
De acordo com o comunicado oficial das forças armadas, o bloqueio será aplicado de forma imparcial a embarcações de qualquer nacionalidade. A restrição abrange navios que operem em portos e áreas costeiras iranianas, incluindo pontos estratégicos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Entretanto, o CENTCOM esclareceu que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz permanece garantida para navios com destino ou origem em outros países da região. O foco exclusivo da operação é a infraestrutura logística e comercial do território iraniano.
Impasse nuclear
A escalada de tensão atingiu o ápice após o vice-presidente, J.D. Vance, confirmar o fim do diálogo bilateral. Segundo o presidente Trump, embora as conversas tenham avançado em diversos tópicos, o governo iraniano não cedeu no programa nuclear.
“O impasse no tema nuclear nos levou à decisão de iniciar o bloqueio”, afirmou o republicano, justificando a medida como ferramenta de pressão econômica e de segurança nacional.
Orientações aos Navegantes
Para evitar incidentes e garantir a segurança de tripulações civis, o comando militar norte-americano informou que emitirá avisos formais a todos os operadores comerciais antes do início efetivo das interceptações.
As principais recomendações da Marinha dos EUA incluem:
- Monitorar constantemente as transmissões de “Aviso aos Navegantes”.
- Manter contato direto com as forças navais norte-americanas pelo Canal 16 (VHF) de comunicação marítima.
- Redobrar a atenção ao operar nas proximidades do Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.
Até o momento, o governo do Irã não emitiu uma resposta oficial sobre o cerco naval, mas o mercado global observa com cautela os possíveis impactos no preço das commodities e na estabilidade geopolítica do Oriente Médio.

