
Os episódios de chuva intensa no Sul do Brasil poderão se tornar mais frequentes nos próximos meses com o fortalecimento do El Niño.
A avaliação é do meteorologista Piter Scheuer, que relaciona o atual cenário no Rio Grande do Sul ao avanço gradual do fenômeno climático.
O estado enfrentou nesta semana a maior enchente registrada em 2026. Conforme o boletim citado na publicação, 1.099 pessoas estavam fora de casa, sendo 728 desabrigadas e 371 desalojadas.
As chuvas começaram na terça-feira (21) e provocaram alagamentos, enxurradas e elevação de rios em diferentes regiões.
Período mais crítico começaria em setembro
Segundo Scheuer, o El Niño poderá atingir o auge entre setembro de 2026 e janeiro de 2027. Dessa forma, grandes volumes de chuva poderiam ocorrer em intervalos menores.
O meteorologista afirmou que áreas do Norte e Noroeste gaúcho já registraram acumulados entre 200 e 400 milímetros durante maio e junho.
Projeções meteorológicas citadas pela publicação indicam possibilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no último trimestre de 2026. No entanto, previsões sazonais podem mudar e exigem acompanhamento contínuo dos órgãos oficiais.
Lajeado registra inundação
Em Lajeado, no Vale do Taquari, o rio atingiu 23,87 metros na quarta-feira (22). Cerca de 150 famílias foram afetadas, enquanto aproximadamente 500 pessoas precisaram buscar acolhimento no Parque do Imigrante.
O cenário reforça a necessidade de acompanhamento dos alertas da Defesa Civil e de saída antecipada das áreas de risco sempre que houver orientação das autoridades.

