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Caso Master: banqueiro fatura R$ 290 milhões em 24 horas

Somando as duas operações, o banqueiro alcançou retorno aproximado de R$ 441,9 milhões, equivalente a 36 vezes o capital inicial investido

Caso Master: banqueiro fatura R$ 290 milhões em 24 horas
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou operações de compra e venda de cotas de fundos que geraram lucros superiores a R$ 440 milhões. As transações envolveram fundos administrados pela Reag Investimentos.

Em uma dessas operações, Vorcaro comprou ativos do fundo Hans II por R$ 2,5 milhões e, apenas 24 horas depois, vendeu os mesmos ativos ao fundo Itabuna por R$ 294,5 milhões. Com isso, ele obteve um ganho de capital de aproximadamente R$ 292 milhões.

Documentos da Receita Federal de 2024, encaminhados à CPMI do INSS, apontam que a operação representou uma valorização de 11.474% em apenas um dia.

Nova operação no mesmo ano

Além disso, no mesmo ano, o banqueiro repetiu uma operação semelhante. Em 31 de maio, ele comprou cotas do fundo Hans II por R$ 10 milhões.

Em seguida, apenas uma semana depois, ele vendeu os ativos ao fundo Astralo 95 por R$ 160 milhões. Dessa forma, Vorcaro registrou lucro de R$ 150 milhões, com valorização de cerca de 1.500%.

Somando as duas operações, o banqueiro alcançou retorno aproximado de R$ 441,9 milhões, equivalente a 36 vezes o capital inicial investido.

Transferência para offshore

Posteriormente, informações indicaram que parte desses ativos foi transferida para uma offshore nas Ilhas Cayman em 2025.

Investigações e suspeitas

Enquanto isso, a Reag Investimentos, responsável pela gestão dos fundos envolvidos, passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e movimentações atípicas de recursos.

As investigações também analisam possíveis vínculos com empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital.

Além disso, a gestora já havia sido alvo de outras investigações, como a operação Carbono Oculto. Posteriormente, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação da empresa em janeiro.

Prisão preventiva

Atualmente, Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva desde março na Penitenciária Federal de Brasília.

A Polícia Federal prendeu o banqueiro durante duas fases da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes.

Segundo a Polícia Federal, as autoridades transferiram Vorcaro para o presídio federal por “necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”, diante dos riscos envolvidos no caso.