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Cão mais antigo do mundo viveu há 15,8 mil anos

Descoberta antecipa origem da relação entre humanos e cães

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Cão mais antigo do mundo viveu há 15,8 mil anos
Foto: Ilustrativa / Freepik

Nesta quinta-feira (26), pesquisadores revelaram que o cão doméstico mais antigo já identificado viveu há cerca de 15.800 anos, na região da atual Turquia, segundo estudo divulgado nesta semana com base em análises genéticas de ossos encontrados em sítios arqueológicos, o que antecipa em milhares de anos o início da convivência entre humanos e cães e muda o entendimento sobre a domesticação da espécie.

Descoberta redefine a história

Os cientistas analisaram restos encontrados em Pınarbaşı, na Anatólia central, e confirmaram que o animal já era um cão domesticado, não um lobo. Com isso, eles mudam a linha do tempo conhecida até agora.

Antes, os registros mais antigos apontavam para cerca de 10.900 anos. Agora, com a nova evidência, essa relação recua pelo menos cinco mil anos, ainda no período em que humanos viviam como caçadores-coletores.

Além disso, o material analisado indica que o animal era um filhote. Esse detalhe pesa, porque sugere convivência contínua e não apenas contato ocasional com humanos.

Convivência próxima e cotidiana

Os dados mostram que essa relação já era próxima e estruturada. Os cães não apenas circulavam entre humanos, como também compartilhavam a rotina.

Os pesquisadores identificaram que os animais se alimentavam de peixes, assim como os humanos da região. Ou seja, havia divisão de recursos e convivência direta.

Além disso, os filhotes foram enterrados com cuidado. Esse tipo de prática indica vínculo emocional e reforça a ideia de que os cães já ocupavam um espaço simbólico nas comunidades.

Lacuna ainda intriga cientistas

Mesmo com o avanço, uma pergunta segue aberta. Onde exatamente começou a domesticação dos cães?

Os estudos apontam para a Eurásia há mais de 16 mil anos. No entanto, ainda não há consenso sobre o local exato nem sobre o processo que levou à domesticação.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores observaram semelhanças genéticas entre cães de regiões muito distantes. Isso sugere uma expansão rápida junto aos grupos humanos, o que amplia ainda mais o mistério.

Parceria que atravessa o tempo

A descoberta reforça um ponto central. A relação entre humanos e cães não surgiu por acaso nem é recente.

Ela começou em um cenário duro, ainda na pré-história, e mesmo assim evoluiu para algo mais do que sobrevivência. Evoluiu para parceria.

Hoje, quando um cachorro acompanha um humano, essa conexão carrega milhares de anos de história. E, de certa forma, continua contando a mesma narrativa.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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