
O governo dos Estados Unidos enviará uma delegação diplomática a Islamabad, no Paquistão, para retomar as conversas com o Irã nesta segunda-feira (20). O presidente Donald Trump confirmou a viagem após registrar novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz, onde acusou Teerã de disparar contra embarcações da França e do Reino Unido.
Pontos de pressão econômica e militar
Dessa forma, a crise se intensificou após o Irã sinalizar o fechamento da via marítima em resposta à presença militar norte-americana. Embora o governo iraniano tivesse anunciado a reabertura do estreito na última quinta-feira (16), a decisão foi revertida.
O motivo central do recuo é a manutenção do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Trump afirmou que a intervenção permanecerá “em pleno vigor” até que um acordo definitivo seja estabelecido. Portanto, a agência estatal iraniana Fars informou que o país voltará a bloquear a passagem caso as restrições de Washington não sejam suspensas.
Posicionamento de Donald Trump
Em declarações feitas na rede Truth Social (antigo Twitter), Trump defendeu que a proposta dos EUA é “justa e razoável”. O presidente destacou que o bloqueio atual gera um impacto financeiro severo a Teerã, estimado em 500 milhões de dólares diários.
Além disso, o líder norte-americano alertou que, caso não haja um consenso, os Estados Unidos podem visar a infraestrutura energética e de logística do Irã. Por outro lado, o Parlamento iraniano classifica a estratégia de Washington como “pirataria” e exige o fim das sanções para normalizar o tráfego no estreito.
Cronograma das negociações
A comitiva dos EUA deve desembarcar na capital paquistanesa na noite de amanhã. A escolha do Paquistão como sede reforça o papel do país como mediador entre as duas nações, que não possuem relações diplomáticas diretas.

