
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou Pequim nesta sexta-feira (15) após uma visita de dois dias marcada por reuniões diretas com o líder chinês Xi Jinping.
Antes de embarcar para Washington, Trump afirmou que conquistou avanços comerciais relevantes e definiu os encontros como produtivos para os interesses de ambos os países.
Segundo o republicano, as conversas abordaram temas econômicos e geopolíticos sensíveis. Além disso, envolveram setores estratégicos como agricultura, aviação, energia e inteligência artificial.
Trump afirmou que os entendimentos superaram expectativas e destacou que sua passagem pela China gerou resultados que, segundo ele, poucos líderes conseguiriam alcançar.
Acordos econômicos ampliam cooperação entre as potências
Embora Trump não tenha apresentado todos os detalhes dos compromissos firmados, ele garantiu que os dois governos avançaram em acordos comerciais expressivos. Entre os principais pontos, o presidente citou o interesse chinês na compra de aproximadamente 200 aeronaves da Boeing, além de novas negociações envolvendo soja e petróleo dos Estados Unidos.
Esse movimento pode representar uma reaproximação econômica após períodos de tensão comercial. Nos últimos anos, a China reduziu compras agrícolas americanas e ampliou relações com outros mercados, incluindo o Brasil. Agora, a sinalização de novos negócios pode beneficiar setores estratégicos da economia americana.
Além disso, representantes dos Estados Unidos informaram que Trump e Xi também discutiram limites e mecanismos de segurança para o desenvolvimento da inteligência artificial. A intenção seria criar barreiras de proteção para evitar riscos militares e tecnológicos.
Xi Jinping classificou a visita como histórica. Segundo ele, os encontros abriram espaço para uma relação bilateral mais estável e construtiva, mesmo diante de divergências antigas.
Estreito de Ormuz entra nas negociações internacionais
A guerra no Oriente Médio também ganhou espaço nas conversas. Trump afirmou que Xi garantiu que a China não pretende fornecer apoio militar ao Irã, país que mantém forte influência sobre o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte mundial de petróleo.
De acordo com o presidente americano, Xi ainda demonstrou disposição para colaborar diplomaticamente na reabertura da passagem marítima. A declaração ocorreu em meio ao aumento da pressão internacional por estabilidade energética.
Em paralelo, o governo chinês divulgou nota defendendo cessar-fogo amplo e duradouro na região. Também pediu a retomada rápida das rotas de navegação, consideradas vitais para a economia global.
Taiwan permanece como foco de tensão diplomática
Apesar do tom cordial, Taiwan seguiu como tema delicado. Xi alertou Trump que erros na condução da questão podem gerar conflitos sérios entre as duas maiores potências do planeta.
Por outro lado, o secretário de Estado Marco Rubio reforçou que a política americana sobre Taiwan não mudou. Dessa forma, os Estados Unidos mantêm apoio à ilha, enquanto Pequim continua tratando o tema como prioridade estratégica. Assim, mesmo com avanços comerciais, questões históricas ainda desafiam a relação entre Washington e China.

