
A líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, María Corina Machado, afirmou neste sábado (03) que Edmundo González Urrutia deve ser proclamado presidente legítimo da Venezuela, assumir imediatamente o mandato constitucional e ser reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional, porque, segundo ela, a recusa do governo em aceitar uma saída negociada acelerou a atuação da justiça internacional.
Posse imediata como prioridade
Primeiro, María Corina Machado colocou a posse imediata no centro do debate político. Em nota publicada em uma rede social, ela declarou que Edmundo González Urrutia precisa assumir o comando do país sem qualquer atraso. Além disso, a líder oposicionista afirmou que o reconhecimento deve partir tanto da comunidade internacional quanto dos oficiais e soldados das forças armadas.
Segundo ela, as forças armadas devem lealdade à Constituição. Por isso, na avaliação da oposição, não podem sustentar um governo considerado ilegítimo. Dessa forma, a posse imediata surge como passo decisivo para restaurar a ordem institucional.
Pressão política e institucional
Em seguida, María Corina Machado reforçou que respeitar o resultado eleitoral é essencial para iniciar um novo ciclo político. De acordo com a líder da oposição, a vontade popular se expressou de forma clara nas urnas e, portanto, exige uma resposta rápida e firme.
Além disso, ela destacou que a transição precisa ocorrer com base na legalidade constitucional. Assim, argumenta que qualquer tentativa de protelar o processo apenas aprofunda a crise política e social no país.
Crimes e atuação internacional
Na mesma publicação, María Corina Machado afirmou que Nicolás Maduro passou a enfrentar, a partir deste sábado (03), a justiça internacional. Ela acusou o regime de cometer crimes graves contra os venezuelanos e também contra cidadãos de outras nações.
Ainda segundo a líder oposicionista, como Maduro recusou uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos decidiu cumprir a promessa de fazer valer a lei. Com isso, a pressão diplomática e jurídica sobre o regime ganhou nova força.
Resposta de Edmundo González
Logo depois, Edmundo González Urrutia compartilhou a publicação e reforçou o discurso de mudança. Em mensagem pública, ele afirmou que está pronto para liderar a grande operação de reconstrução da Venezuela.
Segundo González, o novo governo pretende recuperar as instituições, reorganizar a economia e restabelecer a confiança da população. Dessa maneira, ele busca sinalizar estabilidade política e compromisso com a reconstrução nacional.
Com essas declarações, a oposição intensifica a pressão interna e externa sobre o regime de Nicolás Maduro. Enquanto o governo resiste, María Corina Machado e Edmundo González apostam no reconhecimento internacional e no apoio institucional para viabilizar uma mudança imediata no comando da Venezuela.

