
Cientistas da China, Europa e Estados Unidos identificaram os órgãos internos de uma nova espécie de réptil marinho que viveu há 245 milhões de anos. O achado ocorreu a partir de um fóssil quase perfeitamente preservado no território chinês. A descoberta do Austronaga minuta soluciona dúvidas sobre como répteis de linhagem terrestre se adaptaram aos oceanos e ajuda a entender a evolução dos dinossauros e crocodilos modernos.
Anatomia adaptada aos mares
Dessa forma, o animal tinha apenas 60 centímetros de comprimento. Ele possuía um pescoço longo e uma cauda bastante comprida, que funcionava como motor principal na água.
Assim, a espécie usava as patas dianteiras como nadadeiras para dar direção e estabilidade. As patas traseiras eram reduzidas e tinham pouca função no nado.
Apesar da forma aquática, o Austronaga minuta não tinha parentesco direto com os ictiossauros ou mosassauros. Ele pertencia à linhagem dos arcossauros, grupo que originou os crocodilos e os dinossauros.
Tecnologia expõe órgãos intactos
Os pesquisadores usaram luz ultravioleta e espectrometria de massa para examinar uma mancha escura na região do tronco. Desse modo, a análise revelou o sistema digestivo preservado mais antigo da história da paleontologia.
O estudo identificou um estômago grande em forma de bolsa. Os cientistas também acharam um fígado avermelhado com traços de hemoglobina, além de um canal simples que formava os intestinos.
Pistas sobre a evolução dos arcossauros
Apesar das transformações no esqueleto para nadar, os órgãos do animal mantiveram uma estrutura simples. Aves e crocodilos atuais possuem estômagos divididos em duas partes. O Austronaga minutaapresentava apenas uma câmara estomacal.
O trato digestivo curto é equivalente ao de répteis piscívoros atuais. Por fim, a característica comprova que a complexidade do sistema digestivo dos arcossauros surgiu mais tarde no processo evolutivo.

