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Existe melhor horário para estudar? Ciência derruba fórmula única

Sono, cronotipo, disposição e tipo de tarefa influenciam mais o aprendizado do que simplesmente estudar de manhã ou à noite

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Existe melhor horário para estudar? Ciência derruba fórmula única
Foto ilustrativa: Divulgação

Não existe um horário universalmente perfeito para estudar. Segundo especialistas em aprendizagem e sono, o rendimento depende principalmente do relógio biológico de cada pessoa, da qualidade do descanso, da idade e do tipo de atividade que será realizada.

Assim, acordar às 5h para estudar não garante melhor desempenho. Da mesma forma, estudar à noite não significa necessariamente aprender menos. O melhor período é aquele em que a pessoa consegue manter atenção adequada sem sacrificar as horas necessárias de sono.

O relógio biológico influencia os estudos?

O cronotipo ajuda a determinar os períodos em que uma pessoa tende a apresentar maior disposição. Algumas rendem melhor pela manhã, enquanto outras mantêm mais energia no fim do dia ou durante a noite.

Essa diferença pode aparecer com ainda mais força durante a adolescência, fase em que ocorre uma tendência natural de mudança nos horários de sono. Portanto, tentar aplicar a mesma rotina para todos pode produzir resultados diferentes.

Estudar pela manhã é sempre melhor?

Não. A manhã pode favorecer pessoas que dormiram bem e apresentam maior disposição nesse período. Entretanto, acordar cedo depois de uma noite de sono insuficiente pode prejudicar atenção, memória e desempenho.

O sono, aliás, também participa diretamente do aprendizado. Antes do estudo, ele ajuda a garantir a atenção necessária para registrar novas informações. Depois, contribui para organizar e consolidar o conteúdo aprendido.

Por isso, trocar uma noite de descanso por horas extras de estudo, especialmente antes de uma prova, pode provocar o efeito contrário ao desejado.

Como escolher o melhor horário para estudar?

Os especialistas recomendam reservar os períodos de maior concentração para tarefas mais complexas, como aprender conteúdos novos e resolver problemas. Já atividades mais leves, como organizar materiais e fazer revisões breves, podem ficar para momentos de menor energia.

Além disso, sessões mais curtas tendem a funcionar melhor do que longas maratonas. Uma das recomendações é estudar em blocos de aproximadamente 40 a 50 minutos, com objetivos definidos e intervalos entre as sessões.

Estratégias ativas também ajudam. Explicar o conteúdo com as próprias palavras ou responder questões sem consultar o material pode gerar resultados melhores do que apenas reler páginas durante horas.

No fim das contas, a ciência derruba a ideia de uma fórmula única. Dormir bem, conhecer os próprios períodos de maior atenção, manter regularidade e utilizar métodos eficientes pode ser mais importante do que simplesmente olhar para o relógio antes de abrir os livros.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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