
As conversas para dar fim à guerra entre os Estados Unidos e o Irã avançaram de forma expressiva e entraram na reta final neste sábado (23). Uma autoridade paquistanesa envolvida diretamente na mediação informou à agência Reuters que o texto do acordo provisório é “bastante abrangente”. Apesar do cenário favorável, o diplomata recomendou cautela: “Nunca acaba até que seja concluído”.
Condições dos EUA
Pouco antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o otimismo em entrevista à CBS News. O republicano declarou que os negociadores dos dois países estão “chegando muito mais perto” de fechar o pacto que encerrará o conflito iniciado no fim de fevereiro.
Segundo Trump, o texto final trará duas garantias fundamentais:
- Bloqueará o acesso de Teerã a armas nucleares.
- Garantirá que o urânio enriquecido pelo Irã tenha um “destino satisfatório”.
Apesar da proximidade de um desfecho, o presidente americano adotou uma postura firme sobre as exigências de Washington. “Só assinarei um acordo se conseguirmos tudo o que queremos”, alertou.
Prazo termina neste domingo
Ao mesmo tempo, as chancelarias do Irã, dos Estados Unidos e do Paquistão confirmaram que as discussões evoluíram para estancar os quase três meses de confrontos. Em outra entrevista, desta vez ao portal Axios, Trump revelou que vai analisar o rascunho mais recente da proposta com seus conselheiros ainda hoje.
Além disso, o líder da Casa Branca estabeleceu um prazo imediato: ele deve decidir até este domingo (24) se aceita os termos propostos ou se ordenará a retomada das operações militares contra os iranianos.
Impasse no Estreito de Ormuz
Desde que os dois lados aceitaram um cessar-fogo há seis semanas, Trump alterna entre a pressão militar e as negociações. A trégua foi criada justamente para que as nações cheguem a um consenso sobre o programa nuclear e, sobretudo, garantam a reabertura do Estreito de Ormuz.
A região, atualmente controlada por Teerã, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Por fim, ao avaliar a imprevisibilidade do momento, o presidente americano foi realista e calculou as chances de um entendimento com o Irã em “um sólido 50 a 50”.

