
Um eclipse solar total movimentará o céu nesta quarta-feira, 12 de agosto. A Lua encobrirá completamente o Sol em áreas da Groenlândia, Islândia, Rússia, Espanha e Portugal.
O Brasil ficará fora da área de visibilidade. Por isso, os brasileiros precisarão acompanhar o fenômeno pelas transmissões ao vivo de observatórios, emissoras e instituições científicas.
Em alguns pontos da Europa, a fase total ultrapassará dois minutos. Durante esse período, a Lua cobrirá todo o disco solar e, consequentemente, provocará um breve escurecimento do céu.
Onde será possível observar o eclipse?
A faixa de totalidade atravessará diferentes regiões do Hemisfério Norte. Entre os principais locais de observação estão:
- Groenlândia;
- Islândia;
- Rússia;
- norte da Espanha;
- parte de Portugal.
Enquanto algumas regiões acompanharão o eclipse total, outras áreas da Europa observarão o fenômeno de forma parcial.
Em Portugal Continental, por exemplo, a Lua poderá ocultar entre 92% e 100% do Sol, conforme a localização. Assim, algumas cidades terão uma visão mais privilegiada do que outras.
Já na Espanha, o evento provocou uma corrida por hospedagens e pontos de observação. Diante do aumento esperado no número de turistas, o governo também organizou uma operação especial de trânsito e segurança.
O eclipse será visível do Brasil?
Não. O território brasileiro ficará completamente fora da área de visibilidade do eclipse solar de 12 de agosto.
No entanto, várias instituições transmitirão o fenômeno pela internet. Dessa forma, o público poderá acompanhar imagens captadas por telescópios, observatórios terrestres e equipes posicionadas dentro da faixa de totalidade.
Além disso, os brasileiros terão outra oportunidade astronômica ainda neste mês. Um eclipse lunar ocorrerá entre os dias 27 e 28 de agosto e poderá ser observado no país, desde que as condições meteorológicas favoreçam a visibilidade.
Como observar o eclipse solar com segurança?
Quem estiver nas regiões de visibilidade nunca deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. Óculos escuros, chapas de raio X, filmes fotográficos e filtros improvisados não protegem os olhos.
Para observar o fenômeno com segurança, o público precisa usar óculos próprios para eclipses, certificados pela norma internacional ISO 12312-2.
Além disso, telescópios, câmeras e binóculos exigem filtros solares específicos. Sem essa proteção, os equipamentos ampliam a radiação e aumentam o risco de lesões.
Olhar diretamente para o Sol pode causar danos graves e permanentes à visão. Portanto, os observadores devem seguir apenas as orientações de instituições científicas e órgãos oficiais.

