
A Celesc confirmou neste sábado (11) a saída de Tarcísio Estefano Rosa da presidência, após mais de três anos no comando da estatal, depois de alinhamento direto com o governador Jorginho Mello. A mudança acontece em Santa Catarina e integra um movimento claro do governo para reorganizar cargos estratégicos e reposicionar lideranças.
Governo acelera mudança na estatal
Primeiro, o governo articula a troca. Em seguida, prepara a transição. E, agora, encaminha a decisão. Nos bastidores, a substituição já está praticamente definida e deve ganhar forma nos próximos dias.
A tendência é que Edson Moritz, atual presidente da Casan, assuma o comando da Celesc. Por isso, ele já começa a se aproximar da estrutura da empresa e a participar de conversas internas para garantir uma transição sem ruídos.
Além disso, o conselho de administração deve oficializar a troca ainda nesta semana, consolidando o movimento político-administrativo.
Gestão deixa marca com investimentos
Durante a gestão, Tarcísio Rosa acelerou investimentos e ampliou a atuação da companhia. Ao longo dos últimos anos, a Celesc aplicou mais de R$ 4,5 bilhões em infraestrutura, modernização de redes e expansão do atendimento, especialmente no interior do estado.
Ao mesmo tempo, a empresa ganhou força no mercado. As ações avançaram de cerca de R$ 38 para aproximadamente R$ 144, um salto expressivo que reforça a valorização da estatal.
Mesmo diante de desafios operacionais, como a implantação de novos sistemas internos, a gestão sustentou a qualidade do serviço. E mais, manteve a Celesc entre as melhores distribuidoras de energia do país.
Transição mira alinhamento político
Agora, o foco muda. O governo não apenas troca o comando, mas também reposiciona sua estratégia. Com isso, busca alinhar a estatal às diretrizes da atual gestão.
Nos bastidores, o movimento é visto como ajuste fino. O governo reorganiza peças, fortalece sua base e amplia controle sobre áreas consideradas estratégicas.
Mudança redesenha cenário estadual
No fim das contas, a saída de Tarcísio Rosa vai além de uma troca de cadeira. Ela revela um redesenho claro de poder dentro das estatais catarinenses. E, como em todo bom jogo político, quem se movimenta primeiro larga na frente.

