
A administração do Parque Nacional Iguazú iniciou, nesta segunda-feira (3), a desmontagem temporária da passarela da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu. O parque decidiu retirar a estrutura para proteger visitantes e trabalhadores diante do risco de cheia do Rio Iguaçu.
Além disso, as autoridades querem evitar que a força da água provoque danos à passarela. As fortes chuvas que atingem a região e as previsões relacionadas ao fenômeno El Niño aumentaram a preocupação com uma possível elevação da vazão do rio.
Por que o parque decidiu desmontar a passarela?
A administração costuma fechar o circuito da Garganta do Diabo sempre que o volume de água sobe. Desta vez, porém, o risco de uma cheia mais intensa levou o parque a adotar uma medida mais ampla.
Por isso, as equipes começaram a retirar toda a estrutura metálica instalada sobre o Rio Iguaçu. Dessa forma, o parque busca reduzir os riscos de acidentes e preservar a passarela durante o período de maior instabilidade climática.
A medida também considera os prejuízos registrados em cheias anteriores. Em 2022, por exemplo, o Rio Iguaçu ultrapassou 23 mil metros cúbicos por segundo e danificou mais da metade das passarelas do circuito.
Agora, o parque pretende agir antes que o nível do rio alcance uma situação crítica. A expectativa é que as equipes concluam a desmontagem em aproximadamente um mês.
Quais atrações continuam abertas?
Apesar do fechamento da Garganta do Diabo, o restante da área turística do Parque Nacional Iguazú continua funcionando normalmente.
Os visitantes ainda podem acessar:
- Circuito Superior;
- Circuito Inferior;
- Sendero Verde;
- Outras áreas liberadas pela administração do parque.
Portanto, a restrição atinge somente o circuito da Garganta do Diabo, um dos pontos mais procurados do lado argentino das Cataratas do Iguaçu.
Quando o circuito poderá reabrir?
O cronograma inicial prevê que as equipes comecem a remontar a passarela em novembro. Assim, se o nível do Rio Iguaçu permitir e os trabalhos avançarem dentro do prazo, o parque poderá reabrir o circuito em dezembro.
No entanto, a administração ainda precisa acompanhar as condições climáticas e a vazão do rio. Por isso, a reabertura dependerá da segurança necessária para reinstalar a estrutura e liberar novamente a circulação dos turistas.
Além disso, a desmontagem ocorre apenas no Parque Nacional Iguazú, no território argentino. Portanto, a medida não interfere no funcionamento do Parque Nacional do Iguaçu, no lado brasileiro das Cataratas.

