
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (22) a abertura de R$ 40 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas pelo chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O pacote integra o Plano Brasil Soberano e pretende reduzir os impactos das barreiras comerciais sobre o setor exportador.
Serão R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e mais R$ 10 bilhões de recursos próprios do BNDES. Os financiamentos contemplam capital de giro, compra de máquinas, adaptação de processos produtivos e investimentos na busca de novos mercados internacionais.
Apoio direto às empresas afetadas
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, explicou que o crédito priorizará companhias que registraram perdas expressivas após a adoção da tarifa de 50% pelos EUA. “Quem perdeu mais de 5% do faturamento com exportações terá prioridade. O governo do presidente Lula, por meio do BNDES, vai abrir linhas incentivadas de R$ 30 bilhões”, destacou.
Além das grandes exportadoras, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) terão acesso ao PEAC-FGI Solidário, mecanismo que amplia as garantias para operações de crédito. O orçamento de R$ 2 bilhões pode alavancar até R$ 20 bilhões adicionais em financiamentos, facilitando o acesso dessas companhias ao sistema bancário.
Confira mais informações sobre o Plano Brasil Soberano:





Foco na manutenção de empregos
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, reforçou que a medida, dessa forma, busca preservar a competitividade da indústria nacional e proteger postos de trabalho. De acordo com ele, a cláusula de manutenção de empregos será obrigatória para as empresas que aderirem ao programa.
Conforme a resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), poderão acessar os recursos do FGE as empresas de todos os portes que comprovarem perdas de faturamento bruto com exportações aos Estados Unidos iguais ou superiores a 5%, considerando o período entre julho de 2024 e junho de 2025.
Com essa iniciativa, portanto, o Governo Federal aposta em uma resposta rápida para reduzir os danos do tarifaço norte-americano e fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional.

