
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) decidiu retomar as investigações contra Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. A apuração foca na suposta prática de “rachadinha”, desvio de salários de assessores, durante sua longa trajetória na Câmara Municipal do Rio, onde exerceu sete mandatos consecutivos.
Reviravolta no caso do MP
Embora o MP-RJ tenha chegado a arquivar a denúncia em 2024, a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) revisou a posição. Segundo informações da GloboNews, a assessoria criminal do órgão emitiu um parecer técnico indicando que o processo deve prosseguir, invalidando a decisão anterior.
Por que a investigação voltou?
A PGJ ponderou que o arquivamento não levou em conta provas substanciais que pesam contra o então parlamentar. Diante dessa falha, o subprocurador-geral de Justiça, Marcelo Pereira Marques, barrou o encerramento da ação e determinou que um novo promotor assumisse o caso.
Próximos passos e contexto
Com a reabertura, a estrutura da investigação sofre mudanças importantes para garantir a imparcialidade:
- Substituição de Promotor: Um novo membro do Ministério Público, considerado “desimpedido”, foi designado para analisar os autos e conduzir os novos depoimentos.
- Cenário Político: O caso volta à tona em um momento de transição, enquanto Carlos Bolsonaro tenta transferir seu capital político do Rio de Janeiro para Santa Catarina.
Até o momento, a defesa do parlamentar não emitiu novos posicionamentos sobre a decisão da PGJ.

