
O racha no Partido Liberal (PL) aumentou neste domingo (22) após o ex-vereador Carlos Bolsonaro reagir às declarações do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. O embate é sobre quem detém o poder de indicar candidatos para as eleições de outubro, especialmente no que diz respeito à influência de Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha.
Racha no PL
A polêmica começou quando Valdemar afirmou que todos os membros do PL têm o direito de sugerir nomes para o pleito. Ou seja, contradizendo a fala de Carlos de que o pai estaria organizando uma lista exclusiva de pré-candidatos. Em contrapartida, Carlos utilizou suas redes sociais para negar que esteja centralizando as decisões, mas reforçou que seguia orientações diretas do ex-presidente.
“A fala não foi minha, foi do presidente Jair Bolsonaro. O que me foi orientado é que ele faria uma lista de candidatos que ele apoiaria”, disparou o ex-vereador no X. Além disso, Carlos insinuou que o partido tem isolado o ex-presidente deliberadamente, classificando a situação atual como “cada dia mais estranha”.
Disputa por Santa Catarina
O principal ponto de atrito concentra-se na chapa para o Senado em Santa Catarina. Enquanto o ex-presidente Bolsonaro articula uma “chapa pura” com Carlos Bolsonaro e a deputada Caroline de Toni (PL-SC), Valdemar Costa Neto tenta honrar um acordo firmado com Ciro Nogueira (PP-PI) para apoiar a reeleição de Esperidião Amin (PP-SC).
No entanto, a ala bolsonarista ignora o pacto com o PP. No último sábado (21), o deputado federal Sanderson (PL-RS) reforçou a posição do grupo após visitar Bolsonaro na prisão: “A orientação em Santa Catarina chama-se Carlos Bolsonaro e Carol De Toni. Isso é ponto pacífico”.
Por outro lado, Valdemar tenta se esquivar da responsabilidade direta pela decisão, transferindo o peso da escolha para o executivo estadual. “Governador Jorginho Mello é que decide”, declarou o dirigente.

