
O clima político esquentou nesta segunda-feira (9) após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebater as críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O embate gira em torno da CPI do Banco Master, com ambos os lados trocando acusações sobre a responsabilidade pela fiscalização das fraudes financeiras sob investigação.
Ofensiva de Flávio Bolsonaro
Mais cedo, Flávio Bolsonaro utilizou as redes sociais para anunciar que trabalhará pela inclusão de Haddad e do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no rol de investigados da CPI. O senador, que é pré-candidato à Presidência, disparou que o escândalo financeiro teria ocorrido “debaixo do nariz” da atual cúpula econômica do governo.
Resposta de Haddad
Dessa forma, Haddad não apenas rejeitou as acusações, como também lançou uma contraofensiva. O ministro destacou que as fraudes cometidas pelo Banco Master são anteriores à atual administração e mandou uma indireta ao parlamentar. “Logo saberemos debaixo do nariz de quem as fraudes do Banco Master não apenas ocorreram, como foram promovidas”, afirmou o ministro.
Fator Campos Neto
Com essa declaração, Haddad sinaliza que o foco das investigações deve recair sobre o período de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (2019-2024). Portanto, o argumento do governo é que o esquema investigado pela Polícia Federal se consolidou durante a gestão do indicado por Jair Bolsonaro, e não sob o comando de Galípolo.

