
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para Israel na manhã desta terça-feira (20) com a missão de fortalecer sua pré-candidatura à Presidência da República junto à direita internacional. Acompanhado pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, e pelo comunicador Paulo Figueiredo, o parlamentar iniciou um roteiro que inclui também passagens por Bahrein e Emirados Árabes Unidos antes de retornar ao Brasil em fevereiro.
Em 26 de janeiro, Flávio participará de um jantar de gala com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Durante a viagem, os irmãos Bolsonaro também irão palestrar na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo. O evento, portanto, reunirá personalidades da direita mundial, como o espanhol Santiago Abascal e o australiano Scott Morrison.
Dessa forma, a viagem serve para Flávio se apresentar como o sucessor natural do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Paulo Figueiredo, o senador pretende mostrar que um eventual governo seu adotará uma postura oposta à gestão do presidente Lula em relação a Israel. Vale lembrar que o governo israelense declarou o atual presidente brasileiro como persona non grata após comparações entre os bombardeios em Gaza e o Holocausto.
A comitiva pretende resgatar parcerias em tecnologia, cultura e defesa, áreas que Eduardo Bolsonaro já trabalhava desde 2019. Flávio prioriza a cooperação na área de segurança e o endurecimento das políticas contra o terrorismo e o narcotráfico no Brasil.
Foco no combate ao terrorismo
Os irmãos Bolsonaro pretendem focar seus discursos em críticas severas a grupos como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico. Assim, eles devem utilizar o tema do terrorismo internacional para endossar propostas que classifiquem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações narcoterroristas.

