
Às 11h da manhã desta sexta-feira (6), o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início à sessão de julgamento para analisar um recurso da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP). Todos os ministros votaram pela rejeição do pedido de Carla, que foi a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. 

Com a decisão, o trânsito em julgado e o cumprimento de pena ficam certificados de imediato. Assim, a prisão preventiva de Zambelli – determinada por Moraes após ela ter deixado o país – deve ser convertida em prisão para o cumprimento de pena.
Perda de mandato de Carla Zambelli
A sentença prevê a perda imediata do mandato da deputada, de acordo com a jurisprudência do Supremo. Contudo, a perda do mandato em si depende de ato declaratório da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Um recurso de Walter Delgatti, hacker que executou a invasão aos sistemas do CNJ por ordem de Zambelli, também foi negado. A condenação dada a ele é para cumprir pena de oito anos e três meses de prisão.
Delgatti confessou o crime e entregou a mandante. Enfim, a sentença determina ainda que os dois paguem R$ 2 milhões, solidariamente, em danos materiais e morais coletivos.
Deputada Zambelli fugiu para a Itália
Carla Zambelli, que dupla cidadania, fugiu com destino aos Estados Unidos e chegou ontem (5), na Itália. A fuga se deu para evitar o cumprimento da pena, porém antes disso, o recurso foi protocolado no STF. Quem atua na defesa de Carla é Defensoria Pública da União (DPU), pois o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada após a fuga.
Vale salientar que, em casos semelhantes, a Justiça italiana autorizou a extradição de cidadãos de dupla nacionalidade, como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão.
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Condenação
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli foi a autora intelectual da invasão e procurou Delgatti para executar o crime. O objetivo seria inserir nos sistemas do CNJ um mandado de prisão falso e em aberto contra Moraes, entre outras manipulações ilegais.
O PGR relacionou os crimes à incitação de atos antidemocráticos e escreveu que eles foram cometidos visando a obtenção de “vantagem midiática e política” e “com o fim de prejudicar a credibilidade e o regular funcionamento do Poder Judiciário”.
Porte de arma
Além deste processo, Carla Zambelli virou ré no Supremo pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. O processo corre desde agosto de 2023.
A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.
Por fim, o Supremo registrou placar de 6 votos a 0 para condenar a parlamentar a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.
Com informações da Agência Brasil

