
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira (06) que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, continua vivo e internado em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A atualização ocorreu depois que a Polícia Federal informou, na quarta-feira (05), que o investigado teria tido morte cerebral após tentar tirar a própria vida dentro da superintendência da PF na capital mineira.
Segundo o hospital e a defesa do suspeito, a equipe médica mantém o paciente na Unidade de Terapia Intensiva e monitora o quadro clínico de forma contínua. Até o momento, médicos não confirmaram morte encefálica.
Tentativa de suicídio ocorreu dentro da Polícia Federal
Luiz Phillipi Mourão foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Logo após a prisão, o investigado permaneceu sob custódia na sede da Polícia Federal em Minas Gerais.
No entanto, ainda dentro da unidade policial, Mourão tentou tirar a própria vida na cela. Diante da situação, agentes prestaram os primeiros socorros imediatamente e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Em seguida, a equipe transferiu o suspeito para o Hospital João XXIII, referência em atendimento de trauma em Belo Horizonte.
Desde então, médicos mantêm o paciente internado em estado crítico.
Informação inicial gerou confusão
O caso ganhou repercussão nacional porque houve um desencontro de informações entre as autoridades. Inicialmente, a Polícia Federal informou que médicos haviam identificado morte cerebral.
Pouco depois, entretanto, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais atualizou o quadro e esclareceu que a equipe médica ainda não havia concluído o protocolo necessário para confirmar morte encefálica. Portanto, o paciente permanece vivo, embora em estado extremamente grave.
Além disso, a defesa do investigado reforçou que não existe confirmação oficial de morte cerebral. Segundo o advogado Robson Lucas, o paciente segue sob cuidados intensivos e recebe acompanhamento constante da equipe médica.
PF apura circunstâncias do caso
Enquanto isso, a Polícia Federal abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio dentro da unidade policial. A investigação deve analisar protocolos de segurança, atendimento prestado e registros da cela onde o investigado estava detido.
Ao mesmo tempo, o hospital segue monitorando a evolução clínica do paciente. Até agora, médicos não divulgaram previsão de mudança no quadro de saúde.
Assim, o caso continua em acompanhamento pelas autoridades e pela equipe médica. Novas atualizações devem ocorrer conforme houver evolução no estado clínico do investigado.


