
Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (6) em Joinville e São Francisco do Sul, no Norte catarinense, em mais uma etapa da chamada Operação Profusão, a mesma que prendeu em dezembro do ano passado o vereador Mauricinho Soares (MDB). Entre os suspeitos que foram presos desta vez estão uma servidora estadual que trabalhava no Departamento Nacional de Trânsito (Detran) e um advogado da cidade.
Além do vereador Mauricinho, também estão presos desde dezembro um despachante, dois trabalhadores terceirizados do Detran e um ex-funcionário do setor. Nesta terça, também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a polícia, os investigados participam de um suposto esquema de fraudes no Detran de Joinville, que apagava nos sistema as multas aplicadas nas carteiras de habilitação dos motoristas, sendo que mais de 100 pessoas teriam sido beneficiadas pela ação criminosa.
Somente num dos casos identificados nas investigações, um motorista teve apagados dados referentes a 240 pontos de multas na carteira, sendo então liberado para seguir dirigindo.
O grupo é investigado por falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações do órgão estadual, corrupção passiva, corrupção ativa e violação de sigilo funcional.
Os motoristas beneficiados pelo esquema também deverão responder por crime de corrupção ativa, e terão a CNH novamente bloqueada.

A polícia acredita que Mauricinho comandava o esquema de cooptar motoristas para oferecer a limpeza na carteira. Sua função no esquema era encontrar pessoas com CNHs suspensas que tinham interesse em zerar multas das carteiras de habilitação de forma ilícita.

