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Operação contra fraudes fiscais de R$ 4 bilhões cumpre mandados em SC

Além de SC, a Operação Gauteng investiga os Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo

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Operação contra fraudes fiscais de R$ 4 bilhões cumpre mandados em SC
Foto: Polícia Federal/ Divulgação

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16), pela Polícia Federal e Receita Federal, a Operação Gauteng. O objetivo é desarticular a organização criminosa que faz fraudes fiscais e atua em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Na ação, foram mobilizados 280 policiais federais e servidores da Receita Federal.

Cerca de 59 mandados de busca e apreensão vão ser cumpridos, além de ordens judiciais para bloqueio de imóveis, contas bancárias e arrecadação de bens que foram identificados em poder da organização criminosa. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e sonegação fiscal.

Cumprimento dos Mandados de Busca e Apreensão em SC

Joinville/SC – 04

Araquari/SC – 01

Lages/SC – 04

Balneário Camboriú/SC – 01

Pomerode/SC – 04

Jaraguá do Sul/SC – 01

Guaramimim/SC – 01

Braço do Trombudo/SC – 01

Barra Velha/SC – 02

Massaranduba/SC – 02

Schroeder/SC – 01

Operação

Através de cruzamento de dados e de uso de informações de inteligência, a Receita Federal detectou indícios de que empresas inexistentes (de fachada, conhecidas como “noteiras”) emitiram R$ 4 bilhões em notas fiscais falsas destinadas a grupo de empresas que atuam na cadeia de sucatas. Com base nas informações constatadas, a Polícia Federal instaurou inquérito em dezembro de 2021.

As investigações apontaram para a existência de um esquema de emissão de notas fiscais falsas para a obtenção de benefícios fiscais no segmento de metais e sucatas, envolvendo diversas empresas em, pelo menos, quatro Estados da Federação. Várias empresas foram abertas em nome de interpostas pessoas (laranjas), beneficiárias do Auxílio Emergencial, que movimentaram quantias expressivas em contas bancárias.

Além de operações com sucatas, o operador do esquema transacionou bilhões em notas fiscais de ouro. Há suspeitas de que essas transações possam estar relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, extração ilegal de minérios, sonegação de impostos e outros delitos.

Redação Guararema News

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