
O número de mortos no desabamento da Casa de Repouso Pró-Vida, em Belo Horizonte (MG), subiu para oito nesta sexta-feira (5). A tragédia ocorreu na madrugada de quinta-feira (5), por volta de 1h30. No momento do colapso, 29 pessoas ocupavam o imóvel; nove conseguiram escapar sem ajuda.
Tragédia anunciada
De acordo com a apuração do Estado de Minas, a instituição era alvo de uma ação judicial que pedia seu fechamento desde 2017. Assim, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) fiscalizava o local desde 2013, apontando irregularidades gravíssimas que nunca foram sanadas.
Portanto, ao longo dos anos, 12 vistorias técnicas identificaram problemas críticos como:
- Infiltrações, mofo e pisos irregulares;
- Ventilação inadequada e superlotação progressiva;
- Ausência de estrutura de lazer.
Falha nas decisões judiciais
Apesar dos laudos enviados ao Judiciário em novembro de 2025, o processo aguardava decisão. Dessa forma, a promotora Jacqueline Ferreira Moisés afirma que o desabamento não foi uma fatalidade.
“Não foi por falta de tempo nem de pedidos para fechar. Foi por falta de decisões”, declarou, ressaltando que o juiz considerava as alegações do MP “genéricas”.
Oito vítimas mortas
O edifício de três pavimentos abrigava uma clínica de bronzeamento no térreo, o asilo no primeiro andar e a casa do proprietário no segundo. No topo, funcionava uma academia. Por fim, entre os mortos confirmados estão os dois proprietários do estabelecimento, pai e filho. Renato Duarte Terrinha Ramos, o filho, morreu nos escombros.

