
O sepultamento do menino Miguel, de 12 anos, uma das duas crianças mortas pelo próprio pai em Goiás, ocorreu sob um cenário de dor e insegurança na última quinta-feira (12). Sarah Araújo, mãe das vítimas, precisou abandonar o local devido a graves relatos de ameaças contra sua integridade física.
Despedida da mãe sob vigilância
Devido ao cenário de risco, Sarah chegou ao local em um esquema de segurança rigoroso. O veículo que a transportava parou estrategicamente em frente à sepultura para garantir sua proteção imediata. Embora estivesse amparada por familiares, a mãe teve que ser retirada do cortejo após ameaças.
Rastro da violência familiar
A despedida ocorreu após o crime brutal cometido por Thales Machado, de 40 anos, secretário de Governo de Itumbiara. Na ocasião, o pai atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida.
Os disparos atingiram e mataram o primogênito Miguel, cujo sepultamento ocorreu na tarde de quinta-feira. O pai também baleou o filho caçula, de 8 anos, que foi encaminhado à UTI. No entanto, o garoto não resistiu aos ferimentos, e a equipe médica confirmou o óbito após abrir o protocolo de morte cerebral.
Além do luto, Sarah agora enfrenta as consequências de um ato motivado, segundo relatos de vizinhos, pela incapacidade de Thales em aceitar o fim do casamento. Enquanto o secretário exibia uma imagem de pai exemplar nas redes, a investigação aponta que o crime foi uma forma extrema de punição contra a mãe.
Investigação
Dessa forma, a brutalidade do caso gerou uma onda de revolta e solidariedade a Sarah. Nas redes sociais do prefeito Dione Araújo, sogro do autor, seguidores classificaram o episódio como uma manifestação cruel de machismo e violência doméstica.
“Para punir a mulher, ele tira a vida dos próprios filhos. Um adulto que não consegue conviver com a frustração”, lamentou uma internauta em uma publicação de apoio à família.
Atualmente, a Polícia Civil de Goiás conduz a investigação sob sigilo absoluto. Por fim, o foco das autoridades, além de esclarecer a dinâmica do crime, recai sobre a rede de proteção à Sarah, que permanece sob vigilância após a perda irreparável de seus dois filhos.

