
Uma mulher apontada como uma das principais lideranças indígenas da Grande Florianópolis está desaparecida há duas semanas. Trata-se da cacica Etelvina Fontora, de 71 anos, do povo Guarani que vive numa das aldeias em Palhoça. Autoridades que atuam em defesa dos povos indígenas em Santa Catarina se manifestaram nesta semana exigindo empenho das forças de segurança.
Etelvina foi vista pela última vez no dia 5 de abril, na Aldeia Cambirela. Familiares da Cacica estiveram nesta quarta-feira (22) numa delegacia de Polícia Civil onde prestaram depoimentos e forneceram mais informações sobre a idosa.
Até o momento, não há nenhum indício de crime ou de que Etelvina tenha sofrido alguma violência. Os indígenas das três aldeias situadas em Palhoça vem sofrendo muitas pressões há alguns anos, desde que o Governo Federal iniciou o processo de regularização das terras originárias. Nesse período, houve registro de casas incendiadas e agressões promovidas por capangas contratados por posseiros.
Há cerca de nove anos, a justiça determinou a derrubada de um muro que foi construído de forma irregular próximo à casa de Etelvina, no interior da Aldeia Cambirela. Na época, um delegado da Polícia Federal recebeu uma representação do Coordenador Regional do Litoral Sul da Funai informando sobre o muro, que impedia o acesso de crianças á escola indígena local.

